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sábado, 24 de abril de 2010

Cinzas da Liberdade Resposta ao poema “A Paixão de um Vampiro”, de Carlos Conrado.

Cinzas da Liberdade

Resposta ao poema “A Paixão de um Vampiro”, de Carlos Conrado.

Embriagada de trevas

No chão e no vazio

Ouço os gritos que ecoam

Em minha mente

E clamo pelo sol somente

Pois nada tem mais graça

Nesta vida morta.

Mas antes que ele cesse, deite, durma

No horizonte e eu me vá,

Desejo do fundo de minha

Negra alma

E que no fim

Triplique tua dor e

Se prolongue o teu sofrimento.

Tu que me fizeste podre e miserável

E com teu falso beijo

Seduziu-me e condenou,

E agora me arrasto

Pelo saber das eras,

E com o peso do teu abandono,

Fardo este imensurável.

Tens a minha ira

E as desgraças que sinto

É o que me fazem odiar-te.

Fomos um passado

Cego e tortuoso.

E em meu vil coração

Como achas, somente desprezo

Foi o que restou.

Quebrastes minhas asas

Com os abraços do teu

Amor dissimulado.

E agora o meu castigo

É a tua ingratidão,

Pois quando eras apenas

Um cálice vazio

Fui o sangue que o transbordou,

Fui tua treva e mais além...

Não mais te sirvo!

Devolvo a ti teu mundo escuro

De dragões e demônios

O que quero é o passado

Perdido que faz nas lembranças,

E minha promessa

É o teu infortúnio.

Condenar-me-ei a liberdade

Da dor de viver esta morte,

E mesmo me tornando

Cinzas inevitavelmente

Verei teus olhos em cada

Facho de luz.

Busquei-te em

Meu último suspiro,

A paz para minh´alma aturdida

E me enchi de alegria,

Uma ilusão sombria...

Ouvi o canto dos anjos

E Deus ainda é mistério.

Percebes o sorriso

Em minha face,

Este encanto

Que te envenena?

Jamais sentirá!

Eis o pôr-do-sol

A quem escolhi para

Que não morresse só.

Igual a ti nunca mais o verei

Diferente dele

Não mais tornarei

A ver este mundo.

Felippe Bernardo

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