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sábado, 24 de abril de 2010

A paixão de um vampiro



A paixão de um vampiro


Meu anjo negro
Nós somos a morte
Nunca beba sangue dos mortos...
Tua companhia são teus gritos,
Teus sonhos são horrores,
Nada menos que horrores...
Este duro e cruel fado teu
Em tudo me comove.
Tu és uma alma enegrecida,
Tu és a vida de minha morte...
Quero teus olhos escuros,
Negros de ódio.
Tu és tudo o que eu desejo
Oh! meu anjo infernal...
Sou um espírito imutável e vazio.
Sei disso!
Sou tudo que há de mais terrível...
Tu és um presente das trevas
E não da luz.
Eu te dei um
Vasto mundo obscuro...
Teus sentimentos humanos
São umas desgraças, não seja bondosa,
Penso que estamos unidos no ódio,
Estávamos unidos!
Busquei a ti nestas insanas palavras,
Quis invocar-te para mim,
Não mais te quero!
Que as asas do demônio
O levem para teu descanso final.
Tu foste uma rebelde,
Serás condenada a uma amarga vida.
Verás o raiar do astro sangrador,
A luz será tua pena...
Nas torturas de minhas noites,
Inevitavelmente,
Vejo-te neste coração brutal.
Inaceitável, mas...
Pela primeira vez
Serei piedoso,
Farei teu mundo aqui na Terra,
Com dragões e demônios...
Se tu queres um mundo de sombras,
Prometa-me uma coisa...
Não comentarás sobre os anjos do céu,
Nunca, jamais soprarás o nome de Deus...
Se desviares mais uma vez
Espere a morte desta morte,
Espere o grande sorriso sarcástico.

- Carlos Conrado

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