DESTAQUES

domingo, 23 de maio de 2010

A despedida

A despedida

Preciso ir...

Já plantei a desgraça

E colhi a dor

Segue a minha lira e encontrarás

O mundo das ilusões...

Liberta o meu corpo

Pois a dama de negro

Está a minha espera,

Preciso ir...

Tudo o que eu queria

Era ser ouvido,

Por Deus ou pelo Céu,

Queria a eternidade...

Estou partindo

Para o mundo que me entende,

Só ele me entende!

Queria poder gozar

Dos prazeres desta vida,

Mas quando pensava estar no êxtase...

A ironia para mim sorria.

Há tempos estou nesta

Perpetua prisão,

Agora que a liberdade está cavada

Não convém sentir saudade do inferno...

Quero sumir na escuridão,

Para um sempre então,

Adeus!

O meu corpo está em prantos,

O seu apego por este mundo expira.

Ele grita:

- Dá-me outra chance!!!

- Não posso obedecer-te,

Não posso ser cúmplice

Desta auto-tortura...

É doloroso sei disso,

Mas estou seguindo a minha razão.

Vamos! Tu precisas descansar,

Não te permita as tentações, pois

Para o mal querem te levar...

A paz te espera, corra,

Ó corpo masoquista!

Assim vamos indo,

Com a coragem estampada no peito

E o sonho da paz como prioridade...

No término destas palavras

Aqui se vai o meu ultimo suspiro.

Carlos Conrado

In Poesia Condenada

Um comentário:

  1. Imagino tu declamando...

    sugestão: coloca um vídeo com a declamação de algum poema! Dá pra sentir nas entranhas as "singelas" interpretações do poeta! Tu és um poeta completo, que faz sangrar os verbos no papel e eleva-os aos confins do vento! Eu sou meio poeta!
    Abrazo hermano!

    ResponderExcluir