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domingo, 30 de maio de 2010

Quando matamos Deus



Quando matamos Deus


O crepúsculo trouxe as sombras e as sombras trouxeram um homem, o homem trouxe uma notícia...

- Amigo Conrado, Deus está morto e nós já estamos atrasados, precisamos arrumar nossas malas, pegar todo o nosso dinheiro, roubar um carro e fugir para a França, pois o Vaticano já fora alarmado de que testemunhas nos viram atirar balas de rifle, e palavras mortíferas aos céus.

- Espere-me companheiro Nietzsche! Não sou a favor da fuga como liberdade! Às pessoas não vão mais temer ao falecido, pouco me importa sentar no trono do sujeito, não quero que sejamos motivos de temores!... O nosso crime foi por uma boa causa, por tanto, devemos ficar e encarar os órfãos, pois mais tarde eles entenderam o valor da liberdade.

- Mas quem será eleito para por ordem na zona que criamos?... Matamos um símbolo e devemos erguer outro antes que o eclipse determine a nossa sentença! Amigo, “Quem erguerá a próxima imagem do homem?”

- Como é estranho te ouvir falar assim!... Concretiza com sucesso o nosso objetivo. Fizemos com quê a nossa realidade se transformasse em algo universal, agora você se desvia da sua própria criação?... por Schopenhauer! que é isto companheiro?! Por acaso não era você que queria despertar os espíritos livres? Quanta contradição das suas atitudes.

- Carlos Conrado

extraído do livro O Aeronauta Entre a Razão e a Loucura

2 comentários:

  1. Gosto deste teu tom profético!
    e penso muito nisso:
    "pois mais tarde eles entenderam o valor da liberdade."
    será mesmo que entenderão?espero que sim...
    me guardo por aqui, pois para comentar com louvor eu tería que reler "Humano,demasiado humano"; "Prelúdio de uma filosofia do futuro" e "Ecco homo", pelo menos!

    Te expressa, Poeta!
    Abrazo!

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  2. Adorei o texto! principalmente porque coloca Nietsche como um dos "vilões" da história ( e será que ele não o é,realmente?) você expressa bem o fato de que a humanidade se esqueceu de Deus,porém,não todos. grande abraço!

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