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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Seu cheiro


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Seu cheiro
Sentado junto aos deuses
Jurei fazer de mim um mortal.
Após conflito com o Senhor Meu Eu
desci à Terra agarrado
na cauda de um cometa desgovernado...
Havia uma flecha em uma de minhas mãos
para eu cravar no primeiro coração que encontrasse.
Cravei em muitos!... mas eles não sangraram.
No auge de uma solidão absurda
Tropecei ao peito de uma musa
E nela cravei acidentalmente a flecha do amor intenso.
Sem saber da sorte, custei a acreditar
Que havia acertado no ser correto.
Olhou-me nos olhos a mulher ferida
citamos Hitler e Euclides da Cunha
em discursos improvisados...
Alcancei suas mãos e logo senti
que o seu cheiro era
o de todos os perfumes que eu já havia sonhado.
- Carlos Conrado

3 comentários:

  1. belo poema! a srta. Talita deve estar orgulhosa...
    grande abraço.

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  2. Que lindinho vocês dois! Saudades de vocês! Quanto ao poema: uma verdadeira declaração de amor! Lindo!

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  3. um galanteador este Carlito!rsrsrsrs
    Sejais felizes!

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