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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eterno Luiz Lyrio

Eterno Luiz Lyrio



O Circulo Universal da Paz, perdeu um dos seus grandes membros!... não somente isto. Filhos, irmãos, amigos e companheiros profissionais perderam um grande homem. Desde a sua passagem para o outro plano, Luiz Lyrio tem feito falta em muitas das decisões, tem feito falta do seu jeitinho mineiro de ser, tem feito falta do seu jeito ímpar de escrever. Difícil para mim relatar sobre o amigo e companheiro das jornadas culturais, a pouco, minha mente estava paralisada e impedida de soltar qualquer palavra de afeto ao confrade do Circulo da Paz e outras Entidades de caráter universal. O Lyrio que também fez falta às manhãs de Aracaju, faz falta também em seus trabalhos em prol dos escritores emergentes.
A minha amizade com Luiz apesar do pouco período de convivência era como se houvéssemos nos conhecido há anos. Seu jeito calado e brincalhão ao mesmo tempo o fazia uma figura ímpar. O amigo também tinha certa espontaneidade para pensar em projetos o tempo inteiro. Mas parecia uma máquina sendo operada o tempo inteiro sem descanso e direitos há horas extras. Ele adorava o trabalha que exercia como escritor, lutou por um reconhecimento que, em partes, conquistou em vida. Poderia ter uma melhor amplitude se o universo literário no Brasil não fosse tão complicado de entender e ser compreendido.
Um autor de livros fenomenais como: “Nos Idos de 68” e “Entre a Morte e a Vida”, sofreu amargas indiferenças por ser um escritor inda que com a idade avançada, mas emergente no campo cultural.
Viajávamos juntos!... tínhamos nossos altos e baixos, às vezes discussões parecidas com as de irmãos. De alguma forma ou de outra tínhamos um laço que nos unia e tenho certeza que não era somente pela literatura.
Nosso primeiro contato profissional surgiu na Arcádia, aqui em Aracaju. Estávamos no evento de comemoração de um dos aniversários da entidade . O Luiz surgiu trazendo consigo uma pilha de livros para me entregar... neste momento o evento da Arcádia para nós tornou-se uma cena zero, pois pensávamos na força e importância de uma parceria dali pra frente. E assim o tempo foi passando, e quando menos esperei havíamos completado mais de 1 ano de convivência. O amigo foi uma figura responsável para o meu crescimento intelectual e através de indicações e conselhos muitas portas foram desveladas. Ter sido indicado Embaixador da Paz em Aracaju pelo Circulo Universal da Paz e ter sido escolhido em primeira mão para trabalhar em seu livro “Guerra do Fim do Mundo”, muito me honraram mais nada se compara a honra de ter estado a seu lado em vários momentos.
Agora que o manso professor de história, filho ilustre da cidade de Belo Horizonte, e o motorista que não se saia tão bem quanto escritor se foi. Fica entre nós a saudade e a certeza de que deixou frutos que serão perpetuados por quem aqui guardou e entendeu toda a sua produção literária.
Para Emerson Maciel, Renata Rimet, Valdeck Almeida de Jesus, Clevone Pessoa, Talita Fontes, Luciana Tannus, Felippe Bernardo, Sandra Stabile, Leandro de Assis, André Luiz – filho de Lyrio, Maria Luiza – irmã, e outros tantos, propagarem a obralogia do pensador mineiro é um dever e não somente um direito.



Que Deus o ilumine onde quer que ele esteja.




Luz, Paz e bem!!!


Ass: Carlos Conrado


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