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domingo, 14 de novembro de 2010

A nossa Loucura

A nossa Loucura


Não quero definir!... O meu pensamento sobre a Loucura mostrar-se-á sem rédeas, não importando que eu venha pela subjetividade que plaina sobre os terrenos da minha linguagem. Em um dos meus antigos textos, extraído da obra “O Aeronauta Entre a Razão e a Loucura”, coloquei a nossa protagonista como uma representação da sua própria voz e lirismo. Coloquei-a como o principio criador de todas as coisas, como uma senhora auto-suficiente. Pensar na Loucura não é algo novo, não é possível iniciar tal busca sem consultar Erasmo de Rotterdam e seu Elogio. Não é possível apresentar conceitos clínicos sobre a mesma, sem um aprofundamento nos estudos psicanalíticos de Freud, Lacan e Jung. Não é possível definir se não nos portarmos para a nossa própria natureza e nos aceitarmos como o que realmente somos. É comum o distanciamento que a maioria dos homens tem em relação ao trabalho em prol da Loucura. Pensam eles que ao dar-lhe suporte, estão simplesmente perdendo a credibilidade que a moral, estabelecida pela sociedade sustenta como um bem comum. O comum não pode ser jamais interpretado como algo natural, ele é tão somente a fraqueza do homem e seu vicio. A vontade humana aspira um relacionamento com a Liberdade, esta que é mais uma filha da Mãe Suprema. Já foi dito que a nossa matriarca é bela por si só. Sendo assim, a Beleza como objeto não é algo que a Loucura preocupasse em conquistar. Ela ama a si com um narcisismo exacerbado...

- Carlos Conrado em Estudos Conradianos

Um comentário:

  1. Considerações sobre a Loucura...

    Com todo o respeito: Carlos Conrado discorrendo sobre a Loucura é Metalinguagem!
    ...e tu sabes do tamanho respeito e estima que tenho por vós!

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