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Mostrando postagens de Abril, 2011

Um companheiro de Baudelaire

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Um companheiro de BaudelaireTalvez tenha escutado a voz de Baudelaire em seus ouvidos revelando-lhe as técnicas simbolistas que, em seus textos, serviram de alicerce para sua linguagem. Arriscado é tentar ser a voz de Carlos Alberto Barreto e tentar conceituá-lo. Há coisas e pessoas que não precisam de conceito. Diante desta idéia admito!... este poeta não se conceitua. Seus textos falam por si só. Não com a voz muda que muitos livros costumam expressar. O texto quando é bom ou fala pelos cotovelos ou solta uma vogal e diz tudo. Infelizmente nossa época não nos permite a cear e ficarmos fartos com esse nível de qualidade. É possível, vez por outra, degustarmos petiscos raros. Fico feliz em saber que na terra do axé e do pagode, ainda existem seres que produzem algo de qualidade e acima de tudo, produtos com o intuito de revolucionar o inferno terreno em que vivemos. Em comunhão com escritores que fazem algo pela classe, este poeta não se cansa em lutar à frente do movimento Artpoesia.

A Arte como Elixir

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A Arte como elixir

...O mundo hoje quer de nós um contraveneno, e esse antídoto infalível pelo qual o mundo aguarda agora nada mais é do que a própria Arte. A luz que o conhecimento nos traz à mente é a mais profunda maneira para se comunicar com Deus, para compreendê-lo e compreender-se. Nós que temos nas mãos as ferramentas capazes de consertar valores caídos de uma sociedade injusta; nós que temos as asas da juventude e não nos colocamos na nossa devida posição de vôo, antes temos torturado o nosso espírito com as chagas do mundo; nós que temos revelado ao mundo a miséria de uma poesia morta, sem arte, sem beleza, como ponte de uma imortalidade acadêmica; devemos saber usar as nossas armas, porque enquanto as massas não despertarem para um proveitoso conhecimento, as nossas mais nobres composições não passarão de obras supérfluas, ignoradas. Como diz um dos grandes homens da Bíblia... vaidade das vaidades, tudo é vaidade!... Há no mundo um terrível cancro que lhe corrói e simplifica…