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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A visão

A visão

Perdeu a minha loucura
o totem que a inspirava,
na cotidiana pira, enfática,
mostrou-se sem candura
um ser de alma despida, sem mais...
Prazer em ser a Dona dos Passos.
Povoam os céus
corvos feridos,
sem rumo, voam pelo tempo, perdidos.
Ó pobres aves!...
àquelas que já fui amigo.
O sonar da minha nova nave,
transfigura meu futuro,
entorpece meus ouvidos.
No longo percusso desta viajem,
o tempo na velocidade da luz,
é queimado por uma solitária vela,
no painel desta já cansada nave.
As estrelas,
pelo gigantesco retrovisor revelam
um rosto coberto de aura,
com semblante confiável.
Palavras ecoam pelos cosmos,
é a voz de um ser onipresente,
onisciente, buscando fazer
deste descrente,
o viajante
mais amado de todo o espaço.

Carlos Conrado - 24/12/2011

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