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quinta-feira, 17 de maio de 2012

nota de abertura da peça "O Quase Fim da Poesia".

Personificar a poesia e transformá-la num símbolo nos dá o direito de poder adentrar profundamente no seu universo interior. É necessária a busca pelo conhecimento de sua alma, pois esta é a forma mais apta para estudar todo o seu perfil e compreender todas as suas atitudes e emoções. Tanto as suas como as adversas que, mesmo posicionando-se contra, sempre serão alimentos influenciadores de todo o seu contexto.

Há um confronto de forças, de um lado a Poesia sonhadora - até então livre como um pássaro. Do outro, a Censura - uma cruel e atormentada vilã que ao mesmo tempo em que tenta condenar, se depara com a necessidade da auto Vigilância.
O Amor e a Dor são personagens antagônicos que habitam o mesmo corpo. O Amor em toda a sua plenitude é a responsável por todas as paixões que movem o coração da nossa protagonista. A Dor é a Musa das Consequências destas paixões avassaladoras, e também a companheira mais fiel daquela que está sendo julgada..."

- Carlos Conrado in "O Quase Fim da Poesia." Teatro

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