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CARLOS CONRADO É ENTREVISTADO POR VALDECK ALMEIDA DE JESUS

Carlos Conrado, natural de Ourolândia, Jacobina-BA, vive em Aracaju desde o ano 2000. Poeta, escritor, designer gráfico, ator e artista plástico. Atualmente é sócio e co-fundador da AAPLASA - Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju. É autor dos livros solos “Poesia Condenada”, “O Aeronauta entre a Razão e a Loucura” e “A Kombi de Prosa e Poesia” (parceria com Valdeck Almeida de Jesus. É editor da revista Locozines, Revista da Cultura Emergente. Tem textos publicados em diversas antologias, entre elas: Coletânea Eldorado VI; Celeiro de Escritores; Coletânea Impressões. Arcádia Literária Estudantil; Antologia Poética Ano 3.  Prêmio Valdeck Almeida de Jesus; Poetas pela Paz e Justiça Social, VI; e Antologias do Projeto Alma Brasileira. Também possui publicações em revistas como: The Moon Ligth of Corea, Corea do Sul e ArtPoesia,. Salvador-BA. É colaborador do Jornal O Capital, Aracaju-SE; Vice Presidente da Casa do Poeta Brasileiro de Aracaju; Membro Imortal da Arcádia Literária, Patrono Dias Gomes; Cônsul do Movimento Poetas Del Mundo em Aracaju; Ex Diretor de Comunicação da ASAP - Associação Sergipana de Artistas Plásticos; Ex Assessor da Academia Sergipana de Letras; Membro do Recanto das Letras e Overmundo.
Gosta de pintar seus próprios sonhos, utiliza-se de técnicas variadas para compor suas obras. Também gosta de esculpir. Foi membro do Núcleo de Cerâmica da Universidade Federal de Sergipe e participante do curso “Linguagem e Ações na Matéria” – ministrado pelo Prof. Dr. Evaristo Navarro – Universidad Politecnica de Valencia – Espanha.
Concedeu entrevista para o Jornal e Rádioweb de Portugal, RAIZONLINE, na qual falou de suas diversas atividades no campo da cultura. Foi capa do Jornal Estalo – editado pelo escritor mineiro Luiz Lyrio. Teve um especial Arte do Povo – TV Sergipe, o qual biografou a sua trajetória artística. Colabora com o Jornal O Liberal – Laranjeiras-SE. Fundou e Preside o Movimento Cultural A Plêiade.

VALDECK: Quando e onde nasceu?
CONRADO: Nasci em Ourolândia – antiga Ouro Branco, distrito
de Jacobina–BA.

VALDECK: Já conhece o restante do Brasil? E outros países?
CONRADO: Conheço apenas Sergipe, onde estou resido; Bahia, onde nasci; Pernambuco, Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. Não conheço outros países ainda.

VALDECK: Como você começou a escrever? Por quê? Quando foi?
CONRADO: Comecei a escrever aos 12 anos, pois fui participar de um concurso de poesias num povado onde eu residia e acabei me saindo vencedor. A partir dali, o meu primo e poeta Thiago Amorim me incentivou a escrever mais, ler mais e cada vez melhor.

VALDECK: Você escreve ficção ou sobre a realidade? Suas obras são mais poesias ou prosa? O que mais você gosta de escrever? Quais os temas?
CONRADO: Escrevo de tudo! Como diz Leminsk: “Eu não discuto com o destino, o que pintar eu assino!”.

VALDECK: Qual o compromisso que você tem com o leitor, ou você não pensa em quem vai ler seus textos quando está escrevendo?
CONRADO: Ser sincero com eles! Fazer com que eles saibam o limite das terras em que a minha loucura habita.

VALDECK: O que mais gosta de escrever?
CONRADO: Poesia.

VALDECK: Como nascem seus textos? De onde vem a inspiração? E você escreve em qualquer hora, em qualquer lugar ou tem um ritual, um ambiente?
CONRADO: Em grande parte do meu lirismo. Minhas pertubações. A qualquer hora, literalmente. Às vezes caminhava com blocos de papel ou cadernos, pois a ideia muitas vezes surgia quando eu estava no trânsito, numa padaria ou até mesmo namorando.

VALDECK: Qual a obra predileta de sua autoria? Você lembra um trecho?
CONRADO: “Eu sou a Loucura mãe da Revolução, quando nasci não interessa, pois não é para isso que vim. Conheço e condeno todas as forças que lutam contra mim. Sou o elo que liga os homens aos outros deuses. Sou a incentivadora de todos os ideais. Sou o retrato da coragem! Ao contrário da Razão-Equilibrio que é uma senhora derrubada e medrosa. Sou poderosa e estou em tudo e em todos. Sei fascinar sem precisar usar esta casca que me reveste. Sou pura, boa e completa. Sou dona da liberdade, sou sua amante...“.

VALDECK: Seus textos são escritos com facilidade ou você demora muito produzindo, reescrevendo?
CONRADO: Alguns brotam como psicografias, outros vou moldando, experimentando, assim como faço com as telas que pinto.

VALDECK: Qual foi a obra que demorou mais tempo a escrever? Por quê?
CONRADO:. Está sendo “O Numismático”, devido às pesquisas sobre a Alemanha, sua história, costumes e cultura.

VALDECK: Concluiu a faculdade? Pretende seguir carreira na literatura?
CONRADO: Pretendo concluir em breve! Quero, sim, seguir carreira na literatura, mesmo que não seja algo tão rentável aqui no Brasil.

VALDECK: Qual o escritor ou artista que mais admira e que tenha servido como fonte de inspiração ou motivação para seu trabalho?
CONRADO: Castro Alves, Bocage, Álvares de Azevedo, Cruz e Sousa, Nietzsche e Erasmo de Rotterdam.

VALDECK: O que você acha imprescindível para um autor escrever bem?
CONRADO: Antes de tudo, ler bastante. Ler os clássicos, seus movimentos e representações é imprescendivel, pois só assim entenderá o que está escrevendo e se está indo no caminho certo. Essas leituras também não podem ser vividas ao pé da letra, pois elas servem somente como alicerce de sua obra e não como os tijolos que a tornam vista.

VALDECK: Você usa o nome verdadeiro nos textos, não gostaria de usar um pseudônimo?
CONRADO: Acho o meu nome bonito e artístico. Sinto-me como um ator mexicano! (risos). Tenho alguns textos produzidos com o pseudônimo de Valentin Lencastre, um personagem meu num projeto de cartas, em parceria com o poeta Thiago Amorim. As cartas, que não são portuguesas e sim francesas e alemãs, foram ambientadas no século XIX. É um projeto interessante que tenho interesse em retomar.

VALDECK: Como foi a tua infância?
CONRADO: Não foi das melhores e isto posso garantir! Há um texto em que Marcelo Laseña fala sobre isto. Visita:http://conradoemtextos.blogspot.com/2010/06/carlos-conrado-uma-pincelada-em-sua.html.  Não comento, pois a ferida ainda sangra! Mas estou em paz comigo e com todos.

VALDECK: Você é jovem, gasta mais tempo com diversão ou reserva um tempo para o trabalho artístico?
CONRADO: Sou um jovem diferente! Tenho muitos conhecidos, amigos, me considero uma pessoa carismática, mas o que gosto mesmo é do tempo em que me dedico a produzir. Adoro a solidão como cenário. Já fui chamado de autista, esquisito, louco. Estavam todos certos.

VALDECK: Tem um texto que te deu muito prazer ao ver publicado? Quando foi e onde?
CONRADO: Os textos que mais gosto de verem publicados são aqueles que incomodam e despertam reflexões mútuas. “O fim de uma doutrina”, “Quando matamos Deus” e “Eu sou a Loucura” me renderam gozos inesquecíveis.

VALDECK: Você tem outra atividade, além de escritor?
CONRADO: Diria que minha maior atividade e a qual toma maior parte do meu tempo é a gestão cultural. Sempre estou desenvolvendo projetos. Não consigo ficar parado. As artes gráficas, cênicas e plásticas são outras cartas que guardo na manga.

VALDECK: Você se preocupa em passar alguma mensagem através dos textos que cria? Qual?
CONRADO: Meus textos não só criticam a sociedade e o momento em que vivemos, mas também exploram e buscam entender a condição do homem e sua natureza. Psicose, neurose e a loucura são despidas em minha mente. Gosto da Loucura como objeto central da minha obra. Tenho Erasmo de Rotterdam como o meu padrinho maior.

VALDECK: Qual sua Religião?
CONRADO: Tenho Deus como meu guia, amigo e protetor e isto me basta! Respeito todas as outras, pois já passei por várias. Sou uma espécie diferente de evangélico. O que me custa os comentários de desviado, ateu e por aí vai. Gosto de usar a religião como objeto da minha arte, pois é um universo vasto de segredos dos quais são desvelados a cada dia. Tenho fé no Grande Arquiteto.

VALDECK: Quais seus planos como escritor?
CONRADO: Meu primeiro objetivo é lançar o meu 1º romance, intitulado “O Numismático”, que já está no prelo. Esta obra me rendeu várias noites de insônia e várias pesquisas, pois toda a sua história é ambientada na Alemanha. Para ser mais preciso, nas cidades de Weimar e Eisenach. Trata-se da ganância da humanidade e o preço que o ser humano está disposto a pagar para possuir o que tanto deseja. Também estão inseridos os conflitos da mente humana e uma paixão avassaladora.

Mudando de assunto! Tenho o sonho de construir bibliotecas comunitárias ou pontos de leituras. Tenho ultimamente esboçado este projeto e pretendo um dia executá-lo. O país precisa ler mais, isto é fato.

Estou inserido na diretoria do Fórum Permante do Livro e Leitura de Sergipe e isto tem me rendido muitos outros sonhos.

Nas artes plásticas, pretendo iniciar um circuito de intercâmbio neste ano de 2012. O artista que não mostra a sua arte é um ser morto para a sociedade! Não quero ficar nesta categoria (risos). Meus blogs: www.conradoemtextos.blogspot.com ewww.artistacarlosconrado.blogspot.com

(*) Valdeck Almeida de Jesus é escritor, poeta e editor, jornalista formado pela Faculdade da Cidade do Salvador. Autor do livro “Memorial do Inferno: A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, já traduzido para o inglês. Seus trabalhos são divulgados no site www.galinhapulando.com
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 08/12/2011
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Raizonline - radioweb e informativo cultural de Portugal, entrevista o artista plástico, escritor e actor, Carlos Conrado

Na sequência do artigo publicado neste jornal, que pode ser visualizado aqui, apresentámos aos nossos leitores, uma abordagem á biografia do criador Carlos Conrado, bem como algumas amostras dos seus trabalhos de pintura e designer.

Assim, resolvemos esta semana ter uma conversa com este surpreendente, arrojado e precoce artista e criador, que aos 24 anos tem já um rol impressionante de realizações na área cultural e artística, para melhor dar a conhecer o seu percurso e como se iniciou na arte e cultura.

Raizonline (R.O.):

- Olá Carlos! Desde há algum tempo que nos conhecemos através da Rádio Raizonline, e fomos tomando conhecimento dos seus trabalhos e percurso artístico, que nos tem surpreendido pela sua diversidade e por ser tão jovem ainda para tantas realizações. Gostaria que nos explicasse qual foi a sua formação na área da escrita, pintura e teatro, bem como se iniciou nestas áreas da cultura e das artes.

Carlos Conrado (C.C.):

- Bem, comecei a escrever aos 12 anos, idade esta a qual conquistei meu primeiro premio literário. Empolgado com tal conquista, tive também o apoio de conselhos intelectuais do estimado amigo Thiago Amorim.

Ele me apresentou obras de consagrados escritores mundiais como, por exemplo, nosso venerável Camões. Meus primeiros textos tiveram influências tanto do escritor português já citado quanto de Byron, �?lvares de Azevedo, Baudelaire, e tantos. Entrei para o corporativismo cultural em 2004.
O primeiro grupo que me tornei membro foi a Arcádia Literária. Em seguida vieram a Casa do Poeta de Aracaju, Núcleo de Cerâmica da Universidade Federal de Sergipe, ASAP - Associação Sergipana de Artistas Plásticos, Cegas – Clube de Geologia Amadoristica de Sergipe.

Em 2006 tive a oportunidade de trabalhar como Assessor Executivo da Academia Sergipana de Letras. Estudei o ensino Médio no Colégio Dom Luciano, colégio o qual eu mantinha uma oficina de Artes. Tal serviço também fora realizado por anos na Arcádia quando eu era somente Coordenador de Eventos e Conselheiro Fiscal.

Em relação ao teatro,, comecei também em 2004. Estudei na Escola Municipal de Artes de Aracaju por 4 anos. A partir do curso participei de vários workshops, e entrei para 3 grupos. Encenei textos váriados, desde comédias até dramas. As peças rodavam os teatros da cidade e também as praças e hospitais.

Uma das apresentações de um espetáculo de comédia foi apresentada no setor de oncologia do hospital regional João Alves. Ministrei oficinas e também dirigi alguns grupos de iniciantes. Sobre as oficinas, ministrei aulas de desenho e pintura na APAE – Associação dos pais e amigos dos excepcionais. Tenho alguns livros publicados e algumas participações em antologias, jornais e revistas de outros países como a The Moon Ligth of Korea.( Korea do Sul).

R.O.:

- Embora tenha nascido em Jacobina – Bahia, fixou residência em Aracaju - Sergipe. Gostaria que falasse um pouco desse início da sua vida e porque escolheu fixar-se nessa cidade. Como é aí o acolhimento e incentivo dado á cultura e aos artistas?

C.C.:

- Cheguei em Aracaju em meados do ano 2000. A acolhida foi legal, mas eu ainda estava buscando me encontrar. A cidade é maravilhosa. Um verdadeiro celeiro cultural. Uma Anfitriã bastante hospitaleira. Também vale destacar a beleza esplêndida da cidade.


R.O.:

- Carlos sendo tão jovem, temos reparado que não só aí no Brasil e na sua cidade, mas também noutros países e cidades, se usa o termo: culturas emergentes, ou novos artistas, para designar as pessoas que se dedicam á cultura e cuja idade se situa entre os vinte e trinta anos sensivelmente. Poderia explicar aos nossos leitores, se esses termos designam uma nova corrente cultural e como é caracterizada ou apenas se refere á idade dos artistas que a compõem?

C.C:

- Aqui vale todos estes conceitos mencionados, mas costumo dizer que cultura emergente é àquela que se reflete como a cultura de vanguarda. Mas nem sempre o termo emergente pode ser usado tão somente para os jovens. Até um velho pode está criando arte emergente. Também não influência se ele é primário tecnicamente, mas sim a intenção contemporânea no ato de agir é o que mais deve valer.
R.O.:

- Gostaríamos que nos falasse dos movimentos culturais que representa na sua cidade, nomeadamente Poetas del Mundo e A Plêiade. Que actividades desenvolve na sua cidade em representação desses movimentos e qual a receptivade não só do público, como das autoridades culturais da cidade?

C.C.:

- Por representar aqui na cidade e no Estado vários grupos, procuro atrelar minhas atividades a eventos unicos. Desta forma as coisas também fluem com mais facilidade. Ou seja várias entidades realizando um unico evento. Em questão de promoção para os eventos isto ajuda muito. Mas não é só pela promoção e sim interagir os produtores de arte entre si!

R.O.:

- Carlos também tem a sua própria associação AAPLASA – Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju. Quer falar-nos um pouco de como surgiu esta associação e quais os seus objectivos?

C.C.:

- A AAPLASA têm como Coordenador Geral o Artista Plástico Chiko Só. Nesta Associação sou o Coordenador de Eventos e Comunicação. Meu trabalho perante tal Associação é agendar exposições coletivas, avaliar convites de participação em fóruns e também organizar oficinas de arte.
Cabe a mim também propagar o nome da AAPLASA no máximo de veiculos de comunicação que divulgam a cultura.

R.O.:

- Para fim da nossa conversa desta semana, Carlos, pode agora dar-nos a conhecer, as actividades que a AAPLASA desenvolve em termos de exposições e quais os seus objectivos para o futuro?

C.C.:

-Temos 5 exposições agendadas para este ano. Dentre elas, o I Salão dos Novos Talentos da AAPLASA. Pretendemos descobrir artistas que se encontram ainda no anonimato. Como é uma realidade mundial, a falta de espaço para expor não é diferente aqui. Como as portas já foram abertas para nós, pretendemos repassar a boa ação para os que necessitam aparecer. Também é um dos objetivos da Associação realizar oficinas de Artes com as comunidades carentes. Fundar uma Academia de Belas Artes aqui na cidade. E manter intercâmbios culturais de nivel nacional e internacional.

R.O.:

- Carlos, o nosso jornal agradece a sua disponibilidade e continua ao dispor para continuarmos esta entrevista numa das próximas edições, na certeza que muito tem ainda para nos dizer. Entretanto como exemplo para os jovens, que na sua idade, ainda procuram um rumo na vida, pode deixar uma mensagem aos nossos jovens leitores e ouvintes, para os incentivar a lutar pela realização dos seus sonhos de objectivos de vida.

CC:

- Para os jovens aconselho que eles nunca deixem de produzir mesmo que apareçam obstáculos, jamais desistir pois um dia o reconhecimento chegará. O importante é se doar ao trabalho e ter humildade acima de tudo, pois o estrelismo jamais pode dominar o artista.

Carlos Conrado


Pelo Raizonline - Arlete Piedade



Nota da Redação:

Aracaju é um município brasileiro e capital do estado de Sergipe. Localiza-se no litoral, sendo cortada por rios como o Sergipe e o Poxim.
De acordo com a estimativa realizada, a cidade conta com 570.039 habitantes.[2] Somando-se as populações dos municípios que formam a Grande Aracaju: Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras e São Cristóvão, o número passa para 800 mil habitantes.




A cidade é apontada como a capital com os hábitos de vida mais saudáveis do País, segundo o Ministério da Saúde. O topônimo «Aracaju» deriva da expressão indígena «ará acaiú», que em tupi-guarani significa «cajueiro dos papagaios». O elemento «ará» significa «Papagaio» e «acaiú», fruto do cajueiro.

Fonte: http://www.raizonline.com/
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Carlos Conrado é indicado para Embaixador da Paz em Aracaju do Circulo Universal da Paz/ Genebra - Suiça



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Mme Presidenta de le Cercle Universelle des Ambassadeurs de la Paix (Orange, France) - Génève/Suiss
Je desir indiquer pour Ambassadeur de la Paix dans Aracaju, SE, le poète Carlos Conrado.
José Carlos Conrado Da Silva est artiste plastique, designer graphiques et acteur. Ce a été membre du Club de Géologie Amadorística de Sergipe - AVEUGLES. Comme acteur, il a déjà développé quelques présentations de théâtre dans des hôpitaux, section de chimiothérapie de l'Hôpital João Alves - Aracaju-SE - 2005, centres de traitement de cancer - AVOSOS - Aracaju-SE - 2004, et communautés périphériques. Il a donné des ateliers gratuits de dessin à le Collège Atheneu Sergipense dans les années 2007, 2008 et 2009.
Il a développé comme le Vice Président de la Maison du Poète d'Aracaju plusieurs soirées et comme Directeur d'Événements de ASAP, plusieurs expositions collectives d'artistes sergipanos. Il né à Jacobina- BA. Il s'est consolidé dans Sergipe dans l'année 2000. C'est auteur du livre « Poésie Condamnée » et éditeur de la revue Locozines - Révisé de la Culture Émergente. Il a des textes publiés dans de diverses anthologies, entre elles : Coletânea Eldorado V.I - Grenier d'Auteurs ; Coletânea Impressions - Arcádia Littéraire Estudiantine ; Anthologie Poétique Année 3 - Prix Valdeck Almeida de Jésus ; Poètes par la Paix et Justice Sociale, V.I et Anthologies de Projeto « Âme Brésilienne ».
Carlos Conrado, à travers l'Arcádia Littéraire, travaille avec ténacité pour réveiller dans les jeunes le goût par la littérature et par la paix. Il a des plans futurs de développer plusieurs activités dans la ville dans partenariat avec moi dans profit de la não-violência et de la paix. En attendant qu'il soit accueilli entre nous, envoi la suggestion de son nom. Au-dessous elles, suivent leurs adresses dans l'internet.
Cordialement, Luiz Paulo L. Araújo -

Gostaria de indicar para Embaixador da Paz em Aracaju, SE, o poeta Carlos Conrado. José Carlos Conrado da Silva é artista plástico, designer gráfico e ator. Foi membro do Clube de Geologia Amadorística de Sergipe - CEGAS. Como ator, já desenvolveu algumas apresentações de teatro em hospitais, ala de quimioterapia do Hospital João Alves - Aracaju-SE - 2005, centros de tratamento de cancer - AVOSOS - Aracaju-SE - 2004, e comunidades periféricas. Ministrou oficinas gratuitas de desenho no Colégio Atheneu Sergipense nos anos 2007, 2008 e 2009. Desenvolveu como Vice Presidente da Casa do Poeta de Aracaju vários saraus e como Diretor de Eventos da ASAP, várias exposições coletivas de artistas sergipanos. Nasceu em Jacobina- BA. Radicou-se em Sergipe no ano 2000. É autor dos livros: “Poesia Condenada” e “O Aeronauta – Entre a Razão e a Loucura”. É também editor da revista Locozines – Revista da Cultura Emergente. Tem textos publicados em diversas antologias, entre elas: Coletânea Eldorado V.I – Celeiro de Escritores; Coletânea Impressões – Arcádia Literária Estudantil; Antologia Poética Ano 3 – Prêmio Valdeck Almeida de Jesus; Poetas pela Paz e Justiça Social, V.I e Antologias do Projeto “Alma Brasileira”. Também possui publicações em revistas como: The Moon Ligth of Corea – Corea do Sul e ArtPoesia – Salvador – Ba. É colaborador do Jornal O Capital – Aracaju – SE. É Membro Imortal da Arcádia Literária – Patrono Dias Gomes, Cônsul do Movimento Poetas Del Mundo em Aracaju Ex Diretor de Comunicação da ASAP – Associação Sergipana de Artistas Plásticos, Ex Assessor da Academia Sergipana de Letras, Sócio da AAPLASA – Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju.
Carlos Conrado, através da Arcádia Literária, trabalha com afinco para despertar nos jovens o gosto pela literatura e pela paz. Tem planos futuros de desenvolver várias atividades na cidade em parceria comigo em prol da não-violência e da paz. Esperando que seja acolhido entre nós, envio a sugestão do seu nome. Abaixo, seguem seus endereços na internet. Atenciosamente,

Luiz Paulo L. de Araújo – Embaixador da Paz – Aracaju – SE

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Bruno Resende Ramos do Projeto Nova Coletânea entrevista Carlos Conrado




1-Como você define a pessoa e o escritor José Carlos Conrado?

Bem, como pessoa julgo-me um indivíduo tímido. No campo artístico, como escritor sou mais expontâneo e trabalho o texto literário associado a várias modalidades de expressão, artes plásticas etc.
2- Como se deu o seu ingresso na vida literária, Conrado?
Aos 12 anos fui obrigado (isso mesmo), obrigado a compor um poema para um concurso literário. Inusitadamente, fui o vencedor do concurso. O que acarretou em constantes sansões da professora que competia comigo nesta categoria.
3- Quem você considera estar sempre influenciando suas produções, algum escritor em especial?
Tenho sempre como principal influência os trabalhos do amigo poeta Thiago Amorim. Hoje edito sua obra.
4- Você se integra ou se integrou a algum grupo ou movimento artístico?
Sou vice-presidente da Casa do Poeta de Aracajú, Consul-poetas Del Mundo. Sou também membro imortal da Arcádia Literária Estudantil, cadeira número 13, cujo patrono é Dias Gomes.
5- O que tornou-o tão ativo na vida literária do país, participando de eventos como bienais, feiras e apresentações de cunho literário?
O destino me possibilitou trabalhar como assessor na Academia de Letras de minha cidade, então outras portas se abriram em consequência disso.
6- O que mais fez em sua jornada artística?
Fiz oficinas de teatro, trabalhei como ator e artista plástico. Sou ex-diretor de eventos da Associação Sergipana de Artistas plásticos, membro do núcleo de Cerâmica da Universidade Federal de Sergipe.
7- Algum projeto em mente para o conhecimento do nosso leitor?
Na Bienal de Sergipe estarei com um estande disponibilizando espaço para o novo autor e também a vocês da Nova Coletânea
8- Que conselhos você daria a quem está ingressando nesta estrada?
Não desista de escrever, persevere. Pesquise editoras que corram atrás para valorizar seu trabalho. Não deixe de aceitar conselhos e críticas

9- Você e o seu grupo da Arcádia tem planos para o futuro? Quais são?
A Arcádia Literária persiste a 13 anos com um projeto que visa a produção de trabalhos e o incentivo aos autores. Teremos novas categorias: árcades internos/ regional/ nacional

Conclusão: A Nova Coletânea deseja que todos os feitos da Arcádia e dos seus projetos de escritor e artista tenham pleno êxito. Conte conosco para torná-los conhecidos e reconhecidos no país. 
Bruno Resende Ramos - Coordenador do Projeto Nova coletânea

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Carlos Conrado é nomeado Cônsul em Aracaju do Movimento Poetas Del Mundo/ Santiago - Chille


O Diploma é bem vindo. Mais não é só por causa dele que procurarei fazer o melhor para a classe literária de Aracaju e de Sergipe, se trantando de um contexto mais amplo. Tenho consciência do meu dever perante aqueles que vivem a margem da boa cultura e boa educação. Será a favor deles que lançarei o meu olhar visionário. Pois acredito que os que estão a margem possuem muita sabedoria e talento escondidos. Meu compromisso com a classe poética agora ganha mais forças graças a Delaniesve Daspet e Luís Arias Manzo e o Movimento Poetas Del Mundo. Obrigado a todos. Paz,luz e bem.

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Carlos Conrado concede entrevista à escritora Luciana Tannus
*Luciana Tannus


04/05/2010

Carlos Conrado é poeta, escritor, humanista, desenhista, diagramador... enfim, um artista multifacetário. E é com muita satisfação que este poeta me concedeu uma entrevista a respeito de seus trabalhos, sonhos e realizações no campo Literário. Já publicou 2 livros de poesias e está preparando seu primeiro romance intitulado “O Numismático”.

Conrado, quando e como você descobriu a poesia em sua vida?

Bem, essa lembrança permanece nítida em mim. Foi através de um primo meu. Ele me apresentou os poetas Castro Alves, Camões, Álvares de Azevedo e Bocage quando eu tinha somente 11. Ele escrevia e me incentivava a escrever. A principio desenvolvendo cartas as quais sempre trocávamos devido à distância. Eu morava no interior da Bahia e ele em São Paulo. Seu nome é Thiago Amorim!
Dediquei-me mais a poesia quando conquistei meu primeiro prêmio literário promovido pela Entidade Dignus Day de Lages do Batata/BA, no ano de 1999.

De que forma se dá, o seu processo de criação?

Pode parecer um tanto estranho, mas eu adoro fazer pesquisas antes de criar qualquer texto, mesmo que seja algo puramente lírico. O conteúdo esta em mim, muitas vezes, mas a técnica de construção, prefiro que seja de forma experimental. Os livros didáticos e as técnicas já criadas me servem para serem embaralhadas futuramente. Minhas temáticas variam muito. Sou uma pessoa com sede de conhecimento. Gosto de está presente em todas as áreas. Sou adepto da personificação das coisas. Acredito ser um neosimbolista!...

Como você vê a poesia nos dias atuais?

Acredito que está cada vez mais distante do público alvo que são os leitores comuns. Digo assim, pois, mesmo com todos os problemas ainda temos o público que é o de poetas como nós! Escrever se tornou um exercício de escritor para escritor. Precisamos de políticas públicas de incentivo não só a leitura mais sim também a produção literária.

Você acha que existem leitores para a poesia?

Como já disse acima, o maior índice de leitores para a poesia está presente no universo daqueles que são criadores assim como nós. Devo dizer também que uma minoria de leitores comuns fazem com que nossa luta em prol desta arte não seja em vão.

Você sofreu influências de alguns escritores e poetas para o desenvolvimento de sua veia artística?

Os poetas mencionados acima foram minhas primeiras influências. Logo após, quando entrei para o corpo de Árcades da Arcádia Literária, conheci Augusto dos Anjos, Lord Byron, Baudelaire, e em especial, Fernando Pessoa,Blake, Cruz e Sousa. Fora do campo Poético, me encantei com as obras de Goethe, Fredrich Nietzsche, Sócrates e os sergipanos: Tobias Barreto, Silvio Romero, Mário Jorge e outros tantos do nosso vasto Brasil.

Possui livros publicados?

Sim! 4 livros. São eles: Poesia Condenada, O Aeronauta Entre a Razão e a Loucura, Biografia de Áurea Albano Estevão de Souza e organizei a antologia poética A Plêiade – Tributo a Paz.
Tenho participação em antologias organizadas por outros escritores promotores de cultura. A exemplo: Valdeck Almeida de Jesus e Sandra Stabile. Acredito que minhas publicações em livros coletivos já ultrapassaram o número 10. Não gosto de fazer cálculos!... Publico meus textos em jornais e revistas também. Por algum tempo colaborei com o Jornal O Capital, aqui de Aracaju, liderado por Ilma Fontes. Também tinha forte abertura no Jornal O Liberal, de Laranjeiras, graças ao amigo poeta Emerson Maciel. Na Bahia, tive o privilegio de publicar em várias edições da revista ArtPoesia, liderada por Carlos Alberto Barreto. Também é de grande relevância para mim, citar as publicações em 3 edições da revista internacional The Moon Ligth of Korea.
Não posso esquecer do trabalho a frente da revista Locozines – Revista da Cultura Emergente, a qual muito me permitiu ousar bastante.

Certa vez, eu assisti a uma performance sua em um evento de poesias na “Casa de Cultura” , aqui em Aracaju, e achei fantástica a sua apresentação. Como é aliar a poesia ao corpo e deixar fluir esse magnetismo de forma tão natural?

Moça!rsrsrsrsrs. Até os meus 16 anos eu era um jovem tímido o suficiente para ter medo de mulheres que eu considerava bonitas e outras coisas totalmente bizarras. Melhorei meu comportamento graças ao teatro. O teatro liberta! Agradeço a atriz Tetê Nahas, pois ela fez um milagre em mim. Unir a poesia com o teatro me permite aproximar-me da mensagem lapidada a ponto de causar os incômodos que os textos muitas vezes procuram extrair dos seus ouvintes.

Sobre o seu livro “O Aeronauta”, o que o motivou à sua criação?

Confesso que me inspirei à criação deste meu livro, após ler a célebre obra de Erasmo de Rotterdam, “O Elogio da Loucura”. Erasmo foi um dos primeiros escritores que deu voz a Loucura. Sabendo da presença desta “enfermidade” no universo e dentro do meu Eu, acreditei ter ouvido da própria protagonista o pedido de fazer com que o seu canto prosseguisse. Sei que não sou o único a fazê-lo! Mas me esforço o bastante para ser fiel a ela.

Existe um trecho de seu livro “O Aeronauta” que diz o seguinte:

“(...) Quero cultivar a minha loucura sem ferir a ninguém. Quero a liberdade para gozar de todas as minhas faculdades. Quero a aceitação de todas as minhas diferenças (...)”

Você acha que isso seja possível no mundo de hoje?

Bem, fazer isto acarreta em várias conseqüências! Penso que o homem é mais feliz quando expõe seus verdadeiros sentimentos. Quando a expressão não for abafada pela nossa própria censura. É claro, fazer isto de forma a respeitar o quadrado do seu irmão. Mesmo que se siga o lema de Aleister Crowley, é necessário o respeito para com o próximo sempre!

Você publica na rede, em revistas eletrônicas e possui o seu blog. Você acha que a internet tem propiciado a difusão de suas obras poéticas?

Sim! É evidente que através da Internet a divulgação dos nossos trabalhos aumenta de forma voraz e eficiente. Se com livros impressos para chegar a 300 leitores, em média, necessitamos de meses, na Rede é possível conseguir atingir esta meta em apenas um dia. Paulo Coelho prova isto com o seu blog que recebe cerca de 3 milhões de visitantes por dia.

Você preside o Movimento Cultural A Plêiade. Fale um pouco a respeito disso.

O Movimento Cultural A Plêiade foi criado recentemente com a proposta de aglutinar militantes da cultura que, assim como eu, acreditam que o trabalho coletivo é mais forte que o trabalho de um homem só. O Movimento além de buscar seus sócios, busca também seus representantes em cada uma das cidades brasileiras. São os chanceles... nossos representantes legais que tem como objetivo e dever promover e divulgar as ações culturais e sociais de sua cidade.
Nossa história começou no blog Dichtershaus, mas precisamente em 2006, a principio como titulo de uma antologia organizada por Thiago Amorim e eu. Em 2009, em parceria com outros agentes culturais, vimos à necessidade de ampliarmos as nossas atividades. Criamos uma Rede Social no Ning, e já estamos projetando o nosso site para que haja um maior contato entre nós e que também venhamos divulgar as nossas produções.
Plêiade, palavra do latim que significa cada uma das sete estrelas que formam a constelação que era considerada favorável à navegação. No sentido figurado, é uma reunião de pessoas célebres, com profundo saber.

Existe algum projeto literário que você pretende desenvolver?

Muitos projetos rondam a minha mente! Para dá-los força até pensei em me candidatar como Deputado neste ano, no intuito de ganhar poderes para executá-los todos de forma a agradar todos os beneficiados. Independente de poderes maiores, faço e continuarei a fazer a minha parte. Organizo o evento Tertúlia juntamente com os escritores Luiz Lyrio, Gigi, Luciana Tannus e a Presidente da Arcádia Literária e minha companheira , Talita Fontes.
Os projetos que venho desenvolvendo ao longo do tempo são frutos de trabalhos coletivos. A união do nosso Movimento junto ao Consulado Sergipano do Poetas Del Mundo; do Movimento Cultural Abrace, representado em Aracaju por Luiz Lyrio; da Arcádia Literária; da Cia. De Teatro Stutifera Navis e Casa Rua da Cultura, lideradas por Lindemberg Monteiro; da Casa do Poeta de Aracaju, presidida por Ilma Fontes; do Projeto Alma Brasileira, comandado por Sandra Stabile; da AAPLASA- Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju, liderada pelo artista Chiko Só; do Projeto Nova Coletânea com Bruno Resende à frente; do Projeto Fala Escritor, liderado por Leandro de Assis; do Circulo Universal de Embaixadores da Paz; do Jornal O Liberal representado por Emerson Maciel; dos agentes culturais Valdeck Almeida de Jesus e Renata Rimet, da mídia sergipana a exemplo do Jornal impresso CINFORM, TV Sergipe e Aperipê, fazem com que nossos projetos ultrapassem as barreiras da mente e do papel. Com essa união muitos projetos são possíveis!
A partir do próximo mês, estarei iniciando as oficinas de Teatro e Desenho no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, o qual acolhe de forma carinhosa a Arcádia Literária. Esta não é a primeira vez que ministro oficinas nesta área. Adoro trabalhar com os jovens, que assim como eu, possuem muito talento à espera de alguma ação ativadora e incentivadora.

Como você define o Carlos Conrado?

Um cidadão comum de 24 anos, tentando fazer arte em todas as suas vertentes. Seja nas letras – onde mais me encontro, nos palcos, ou nas artes plásticas. Eu sou um sujeito romântico, louco e amigo!...Existe uma música do Raul que diz o seguinte: “O auge do meu egoísmo é querer ajudar.” Grifo esta frase no intuito de expor um grande defeito como profissional ou até mesmo, como um ser no individualismo. Não consigo ser individualista nem querendo! Gosto de ser diplomático. Atender a todos independente da raça, credo, cor, nação e ideologia. Por ser assim, apareço inúmeras vezes querendo agarrar o mundo com apenas duas mãos, e acabo não conseguindo tanto êxito é óbvio!...
Nas horas vagas gosto de ler, escrever... é claro! E também gosto de pintar telas sempre experimentando novas técnicas. Gosto de assistir e produzir filmes, inda que sejam caseiros, mas adoro o campo do cinema principalmente dos bastidores. Tento colher o máximo de informações possíveis para que, mais tarde, quando eu estiver soltando meu último suspiro, ir em paz sabendo que vivi o máximo de mim.

Enfim, poderia deixar aqui os endereços eletrônicos de suas obras para os leitores acessarem?

www.conradoemtextos.blogspot.com
Facebook: Carlos Conrado Spykezem
www.vidasemcartas.blogspot.com
www.Locozines .blogspot.com
www.apleiade.ning.com

Pois é pessoal, conhecemos aqui um pouco da vida desse poeta de mil faces, de suas habilidades e de seu amor por tudo que faz. Quero agradecê-lo pela disponibilidade e pelo carinho, tão presente, no trato com as pessoas, sempre. Obrigada.

*Luciana Tannus
- Poetisa mineira natural de Belo Horizonte. Atualmente reside em Aracaju/SE. Mantém o blog: http://www.lucianatannus.blogspot.com/

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Conrado concede entrevista ao programa Bom Dia Sergipe -
Tv Sergipe








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Valdeck Almeida de Jesus cita Carlos Conrado em entrevista

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Valdeck Almeida de Jesus, 43 anos, é jornalista, funcionário público, editor de livros e palestrante. Membro correspondente da Academia de Letras de Jequié e efetivo da União Brasileira de Escritores. Embaixador Universal da Paz. Publicou os livros “Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden”, “Feitiço contra o feiticeiro”, “Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia”, “30 Anos de Poesia”, “Heartache Poems”, dentre outros, e participou de mais de 60 antologias. Organiza e patrocina o Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005, o qual já lançou mais de 600 poetas.
Nesta entrevista ele Fala da poesia baiana, de suas influências, do mercado editorial brasileiro e muito mais.
Você pode conhecer mais sobre Valdeck, além de textos do autor pelo site: http://www.galinhapulando.com/.
Se quiser entrar em contato com Valdeck, seu e-mail é valdeck2007@gmail.com.

1 - O concurso Valdeck Almeida revela muitos autores de poesia no Brasil. Algum desses autores já obteve alguma repercussão que ultrapassou as páginas da colêtanea organizada por você?

Sim… São muitos os participantes, cerca de 200 todo ano. Poderia citar, por exemplo, Leandro de Assis, que participou de uma oficina de poesias, em 2005, quando coloquei um estande na Bienal do Livro da Bahia. Ele foi um dos selecionados para o livro “Poemas que falam”, lançado naquele ano.

Após a publicação da antologia, Leandro me procurou para perguntar como se publica um livro. Dei várias dicas e meses depois ele me apareceu com poemas originais que mantinha guardados em gavetas. Fiz sugestão de correções ortográficas, prontamente aceitas. O sonho dele, de publicar um livro próprio, estava a apenas alguns passos. A insistência com que o poeta me escrevia me chamou muito a atenção. Ele me pediu para prefaciar o livro e encaminhar para editoração. Fiz e, algum tempinho depois, ele me apareceu, todo faceiro, com um exemplar produzido de forma independente por uma editora carioca. Foi o primeiro passo desse poeta.

Na época ele cursava História e não tinha muito tempo para dedicar à literatura. Após a conclusão do curso, sua sede de escrever e de promover arte o fez fundar o projeto Fala Escritor, que acolhe poetas inéditos e publicados. Todo segundo sábado de cada mês essa galera se reúne em um grande shopping da cidade pra recitar, declamar, lançar livros, cantar e encantar uma plateia cada vez mais heterogênea. A última edição do Fala Escritor foi durante o Fórum social Mundial Temático, em Salvador, com lançamentos de vários livros e o encontro de poetas e cordelistas de vários estados.

Acho que este é o principal exemplo, mas tenho notícias de outros escritores que realizam concursos, lançam livros e elaboram projetos pelo país a fora, incentivados pela participação no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia.

2 - Falando no prêmio, que vai publicar este ano 133 autores na sua coletânea, é muito difícil fazer a seleção? Dói deixar algumas pessoas de fora? Somente você escolhe ou tem uma equipe que avalia? Conte um pouco desse processo, Valdeck.

Doer, dói. Este prêmio não tem taxa de inscrição nem os participantes são obrigados a comprar exemplares do livro pronto, como ocorre em vários projetos de antologia que existem por aí.

Eu iniciei este prêmio para dar oportunidade a tantos poetas sonhadores que, como eu, ficam imaginando que um dia alguém dará chance à poesia e aos inéditos. Penei por mais de 20 anos, acreditando em promessas vãs, até que resolvi botar o pé na estrada e fazer acontecer.

Muita gente fica de fora, pois eu não tenho condições de bancar um projeto maior. Eu pago tudo, eu recebo os trabalhos via e-mail ou pelos correios, vou catalogando durante o ano inteiro. Em dezembro eu envio os textos para uma equipe composta por escritores, professores de língua portuguesa e literatura, um jornalista, um relações públicas e leitores. Depois da seleção, vem a pior parte: anunciar os vencedores e avisar àqueles que não puderam entrar no livro. Uma vez recebi uma mensagem de um poeta mineiro, que mais parecia um recurso para um evento grandioso. Ele implorava que o seu texto fosse revisto e que entrasse no livro. Infelizmente, por causa de espaço, não pude atendê-lo e chorei muito, em silêncio, no meu quarto, pois sabia que aquela poderia ser uma chance única para aquele poeta. Resolvi, então, fazer um livro separado, somente com os poetas que não tinham sido selecionados. Publiquei-o virtualmente, num desses sites da internet. Não somente ele ficou muito feliz e me agradeceu muito, como recebi um montão de mensagens me endeusando, me dizendo palavras belas, lindas e maravilhosas que me incentivaram a manter o projeto, apesar da falta de apoio.
Este ano resolvi continuar publicando o livro principal, com os textos escolhidos e um outro, secundário, onde entram todos os inscritos. O livro principal é lançado nas Bienais do Livro de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os dez primeiros colocados no livro principal, recebem um exemplar da coletânea. Os demais, infelizmente, caso desejem obter o livro, devem comprá-lo, a preço de custo, pois o projeto não visa lucros. Até 2007 eu enviava exemplares gratuitos a todos os participantes, mas, a partir de então, não pude mais bancar isso, pois no ano seguinte foram 242 selecionados e uma edição grande como essa custa uma fortuna, o que não possuo.

3 - Valdeck, você saberia responder por que o mercado editorial para poesias é tão fraco no Brasil? Claro, podemos pensar em falta de estímulo nas escolas, etc. Você tem alguma teoria? As pessoas realmente se interessam pouco por poesia? Ou será que há poucos poetas de qualidade? Qual sua avaliação?

Há milhões de poetas no país. A maioria engavetada, por medo, vergonha ou falta de incentivo. Falta estímulo nas escolas, pois a educação atual é voltada para preparar pessoas para o mercado de trabalho, que é mecânico, mercantilista e que só visa a produção em larga escala.

Poesia é algo sublime. Arte é sensibilidade e precisa de tempo e espaço, o que hoje em dia custa caro. As pessoas querem resultado financeiro, querem comprar carro, morar em bairros “nobres” e isso toma o tempo todo, do trabalho para casa e vice-versa. Competir no mundo atual é algo insano. Você precisa matar uma manada de animais gigantes todos os dias, para juntar umas moedas. E o preço das mercadorias sobem vertiginosamente, obrigando aos operários a trabalharem cada vez mais para garantir, no máximo, a ração diária de comida… Não sobra tempo para reflexão, para pensar e criticar o processo de sobrevivência.

As pessoas que pensam, que revolucionam, precisam ser freadas pelo sistema. Então, a solução é não incentivar leitura, não incentivar a escrita, não incentivar pensadores, pois isso tudo é prejudicial ao sistema. Não publicar poesias ou literatura que abale os alicerces do sistema é benéfico para quem tem o poder. Fica mais fácil governar um estado com milhões de analfabetos funcionais do que abrir as portas para o debate… Então, eis a resposta…

4 - Gostaria que você citasse poetas baianos ou não que influenciaram sua escrita, se houver tais autores. Também gostaria que citasse alguns poetas ou escritores de romance da nova geração que você identifica como grandes talentos.

Eu leio de tudo, desde criança… De rótulos de shampoos a bulas de remédio, literalmente. Eu não tive condições para comprar livros, ter acesso a uma educação tradicional e de boa qualidade. Sempre frequentei escolas públicas e lia revistas e livros achados no lixo. Dentre os escritores que me influenciaram posso citar Augusto dos Anjos, Castro Alves, Gregório de Matos, Jean Wyllys, Domingos Ailton (Academia de Letras de Jequié), Jorge Amado, Guimarães Rosa, Machado de Assis, dentre outros. Não sei como classificar um escritor. Cada um tem um talento, uma forma peculiar de escrever e de enxergar o mundo, todas válidas… Cada um tem uma dimensão, um valor único.

Da nova geração de escritores que conheço de perto, posso citar:
Léo Dragone, um romancista que tem linguagem cinematográfica. O primero livro dele, “Diário de Rafinha: as duas faces de um amor”, é um sucesso entre os leitores. Quem pega não consegue largar até o final. Dragone prende o leitor, faz a pessoa ficar curiosa e instigada. Sua escrita encanta a jovens e adultos. Ele é uma das grandes promessas da Bahia nos últimos anos.

Renata Rimet, poeta também iniciante, que fala do cotidiano, das coisas simples e do dia a dia com um toque de magia. A poesia dela já invade o mundo literário via internet e faz sucesso também.
Leandro de Assism, poeta e cronista. Os textos dele falam do social. Ele é um observador crítico, que esquadrinha uma praça ou um feijão na rua com um escâner particular, ou seja, a visão de um homem sensato e sensível. Já está no segundo livro de poesias.

Carlos Conrado, natural de Jacobina-BA, que reside em Aracaju. Homem de letras, de pincéis e de eventos. Genial nas poesias críticas, muito bom em recitar. Promove a cultura em Sergipe e já invade a Bahia com seus textos ácidos e bem escritos.

Domingos Ailton, professor de duas universidades, membro da Academia de Letras de Jequié, jornalista, homem de mil talentos. A escrita dele varia de ensaios a poemas.

Grigório Rocha, poeta e sindicalista. Uma arte não inviabiliza a outra. Pelo contrário: Grigório consegue mesclar o melhor de seus dois dons, produzindo poemas de grande profundidade e sensibilidade marcante.
Carlos Alberto Barreto, tradicional na promoção de cultura e arte em Salvador, está à frente da revista Art Poesia, que comemora 11 anos em 2010. Produz antologias de poesias, escreve contos e crônicas. É membro da Academia de Letras do Recôncavo.

Carlos Souza, jornalista e poeta. Escreve artigos para jornais e incentiva a literetura baiana através do apoio na divulgação em jornais, revistas e sites de jornalismo.

Sandra Stabile, poeta e promotora de antologias de poesias. Seus temas preferidos são o amor e a paz.

São tantos que eu relutei muito em citar alguns, para não ser injusto com os que minha memória não me ajuda a recordar.

5 - O que representa em sua vida o ato de escrever? O que este ato significa para seu organismo? Clarice Lispector disse que seria impossível a vida sem a escrita. Para você é assim?

A escrita Para mim já é um vício, um vício bom. Eu não consigo colocar os pensamentos em uma tela, fazer um quadro. Meus dedos, uma caneta, as teclas de um computador são como que parte de meu corpo. Escrever é uma válvula de escape, pois eu explodiria se não pudesse derramar no papel ou na tela de um PC tudo o que produzo mentalmente. Sou muito dinâmico e ansioso, produzo o tempo todo. Fico com tiques nervosos se não tenho uma caneta e um papel onde anotar ideias. Às vezes digito mensagens no meu celular e envio para mim mesmo, para não esquecer de algo. É uma verdadeira compulsão. Mas sempre preciso de um tempinho, entre uma produção e outra, para descansar, recarregar as baterias. Às vezes produzo um livro inteiro em um mês, ou fico anos tentando terminar um outro. Muitas vezes eu desligo o celular e o telefone fixo, saio pela cidade, andando, dirigindo ou de ônibus, apenas dando um rolé, olhando o movimento, e daixando a mente descansar… Acho que todo mundo precisa de descanso. Mas logo em seguida retomo o vício de produzir, produzir, produzir…

6 - Em minha opinião, a internet veio para ajudar muitas pessoas que sempre quiseram ver seus textos lidos por outras pessoas. O Recanto das Letras é um exemplo disso. O que você acha da internet para a atividade do escritor? Ela realmente ajuda? E no que diz respeito à qualidade dos textos, você encontra mais ou menos textos bons? Qual a sua avaliação do meio?

A internet é apenas mais um suporte. Não vai fazer ninguém ter fama ou cair no ostracismo, somente por ser um veículo novo, de muitas possibilidades. Há muita coisa boa na rede, mas também há muito lixo e coisas que não merecem publicação. Mas é um direito de todos expressarem suas ideias, dizerem o que pensam. Nesse sentido, a internet veio preencher uma lacuna, dar vez àqueles que jamais terão chance nos jornais impressos, na televisão ou no rádio. A principal qualidade que percebo, além da democratização da informação, é que a rede de computadores, quando bem utilizada, pode, sim, ajudar de forma positiva qualquer profissional, seja ele da linguagem da imagem, do áudio ou da escrita.

7 - O que te inspira, Valdeck? Existem temas mais recorrentes em seus textos ou você escreve sobre tudo? Realmente é um processo de escultor das palavras, com muito suor, ou vem com facilidade? Ou acontecem as duas coisas?

Comigo não tem aquela de “faz um poema pra mim”, pois só faço aquilo que me comove, que me faz sair do lugar comum. Eu jamais escreveria um livro por encomenda, mesmo que ganhasse milhões para isso. O que me incomoda em jornalismo, curso que estou fazendo, são os limites de letras para um título, ter que falar dessa ou daquela forma, seguir padrões e se encaixar num modelo preestabelecido.
Minha literatura é solta. Escrevo tudo o que me emociona, tanto positiva quanto negativamente. Eu não seria um bom assessor de imprensa, por exemplo, pois no dia que o patrão pedisse para fazer um release falando bem de uma ação dele ou inventando algo para “florear” um acontecimento, eu pediria demissão ou seria demitido sumariamente. Sou muito resistente a fórmulas.

Quando escrevo um poema, não faço rascunhos. O texto vem inteiro. E eu devo escrevê-lo assim que ele me vem à mente, caso contrário, se eu deixar para escrever mais tarde, não consigo mais lembrar de nada, não consigo mais rimar “casa” com “asa”.

8 - Uma pergunta que sempre faço: o que representa Deus pra você?

Deus é a natureza, sou eu, é cada um dos viventes, sejam os chamados “animais irracionais” ou os homens. Deus é tudo, é o comando, o leme, o horizonte, é a luz no fim do túnel e além do túnel. Sem Ele eu não seria nada.

9 - Fale um pouco das suas preferências musicais, cinematográficas, artistas plásticos etc. Estas outras formas de arte lhe ajudam a escrever?

Eu não tenho talento para outra coisa senão a escrita. Já tentei canto por seis meses, mas sempre me perdia nos compassos, tempos, essas coisas. No teatro eu sou um bom expectador (risos). No palco talvez eu servisse como comediante, ou num tipo de stand up improvisado. Não gosto de me esforçar para memorizar textos, recitar etc. Não tenho sequer um poema de memória. Frequentei um curso de teatro por um ano e meio e o máximo que consegui foi descobrir que a minha era literatura… Não posso lidar com tintas, por causa de uma alergia… Só me resta escrever.

Gosto de todo tipo de arte:
Músicas: da clássica ao pagode de péssima categoria, como alguns da nova geração; do axé ao rock, do arrocha ao bolero, do tango à lambada. Depende da ocasião e da companhia…
Cinema e TV: novelas, comédia, documentários, fimes de ação e aventura, policiais, ficção científica etc.
10 - E por último, quero que me diga o que um bom escritor deve possuir? Talento basta?

Talento é um dom. Muita gente tem talento e não desenvolve, não pratica. A solução seria escolas, treinamento. Escrever é uma arte que exige leitura, paciência, codificar e decodificar símbolos, ler textos e ler a vida, imagens e sons. E para tudo isso é preciso paciência, como já disse e muita dedicação. O sucesso e o reconhecimento virão com o tempo.

 


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