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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Carta a estimada Loucura

Carta a estimada Loucura

Venho através desta quase equilibrada carta denunciar-lhe a falta de amor que assola os homens desta nossa contemporânea época. A tia Amnésia parece ter tomado posse de Vosso Eu. Nem Freud consegue explicar o fenômeno que tem como objetivo escravizar os ditos humanos ao fracasso. A Censura trabalha sem descanso para coagi-los ao medo e outros males que só o teu divino útero é capaz de explicar. Pergunto-me a ti, até que ponto deveras aceitar tal rumo que seus queridos filhos estão tomando cegamente e conscientemente afastando-lhes do destino que lhes é por direito? Devemos ser radicais neste frágil momento denso de ignorância e transbordante de crimes contra o vosso corpo. Amiga e mãe Loucura, peço-lhe, olhos maiores que os meus para que eu possa observar as ações deste povo com mais abrangência. Ah! É claro, dê-me olhos grandes, mas não me dê à miopia! Trabalho exaustivamente para promover-lhe todos os dias. Construí vários inimigos e discípulos ao longo deste…