Deslumbramentos para uma concepção


Deslumbramentos para uma concepção

Diante dos acontecimentos que circundaram os terrenos da minha visão, tornando-os indesejavelmente concretos, ponho-me a pensar sobre a minha concepção do mundo.

Permitirei interferências vindas da loucura que me habita, pois com ela, serei por excelência sincero quanto ao valor do meu intelecto.

Devo, antes de qualquer outra defesa, dizer que não sou a favor da ‘Lei de Causa e Efeito’, apesar de conhece-la bem!... não sou a favor de teorias que privam o homem e sua mente de passeios utópicos. A ‘razão absoluta’ é uma expressão pejorativa, por isto, não permito-a presente em meu dicionário. O absolutismo destrói a retórica, e sem a retórica a filosofia é tão somente ectoplasma. Apenas vestigio da presença de um espírito. Daquele que fora privado de continuar a incessante busca pelo conhecimento.

Para Max Scheler, a partir de estudos feitos por Evaristo de Moraes Filho, “O que custumamos chamar ‘concepção do mundo’ não são aquelas preciptadas decisões e intentos reacionários que fazem parar o processo cientifico, infinito por essência. É unicamente a maneira de vivencia de um absoluto, e que, confessada ou inconfessadamente constitui o sentido todo do seu ser, de sua ação e de suas tendências. ‘Concepção do mundo’ é a única concepção que cada homem tem sempre e necessariamente, queira-o ou não, saiba-o ou não com clareza.”

A minha visão do mundo começa às cegas, no fechar dos olhos e no ato de transportar-me ao intímo. Movido ao som de Bach, meu universo aos poucos vai se construindo. Despojando-me de todo o ‘espleen’, plantado pelas influências de Musset.

Em minha ótica, o mundo é todo o espaço fisico e toda energia, criados para compor a casa de Deus. Servindo-lhe por vários tempos de entretenimento, mas que fora emprestado ao homem para ser pisado e também pisar na mente humana, plantando-lhes assim a loucura do amor e do ódio. Definindo assim, naturezas diversas. Todos como donos de uma geografia mental e espacial particular.

Hegel me apresenta às dores do mundo!... dele somente! Pois o meu mundo possui tímidas feridas, isentas de qualquer manifestação pública.

Em minha concepção, a humanidade é dividida em três classes: socialistas, capitalistas e guardiões do muro, ou seja, os indecisos.

Entre violinos, pianos e guitarras, meus sentimentos se expressam com graça. Nietzsche é guardaddo em meu albúm de fotografias, como a personificação de um passado não muito distante.

Enquanto fico com os meus deslumbramentos, uma máquina de fazer blues insere em mim um estilo alternativo de vida, e logo, passo a crer que de nada adianta procurar conceituar o mundo, pois inda que eu abuse de todo o meu vocabulário, o mundo jamais será conceituado por absoluto.

- Carlos Conrado

A visão

A visão

Perdeu a minha loucura
o totem que a inspirava,
na cotidiana pira, enfática,
mostrou-se sem candura
um ser de alma despida, sem mais...
Prazer em ser a Dona dos Passos.
Povoam os céus
corvos feridos,
sem rumo, voam pelo tempo, perdidos.
Ó pobres aves!...
àquelas que já fui amigo.
O sonar da minha nova nave,
transfigura meu futuro,
entorpece meus ouvidos.
No longo percusso desta viajem,
o tempo na velocidade da luz,
é queimado por uma solitária vela,
no painel desta já cansada nave.
As estrelas,
pelo gigantesco retrovisor revelam
um rosto coberto de aura,
com semblante confiável.
Palavras ecoam pelos cosmos,
é a voz de um ser onipresente,
onisciente, buscando fazer
deste descrente,
o viajante
mais amado de todo o espaço.

Carlos Conrado - 24/12/2011

O abraço do Pai

Errei por eras!... alimentei a dor.
plantei a desgraça no mundo
a raiz infame que me degenerou.
Sendo eu a Humanidade,
só me restava clamar...
Lancei meus olhos aos ares
fiquei rouco de tanto gritar.
Implorei o perdão divino
eu, que da minha carne fui assassino,
cantei o hino da culpa,
quis beber a cicuta
mas Deus mostrava o rosto
estampado nas águas do mar.
Meu coração se fez sincero
Ele que estava a me observar,
trouxe os seus braços com o vento
e atendendo ao meu lamento,
com amor pois- se a me abraçar.

- Carlos Conrado

Carlos Conrado será empossado na ACB - Academia de Cultura da Bahia

Carlos Conrado pelas lentes de Moema Costa


CONVITE

O poeta e artista plástico, Carlos Conrado, baiano natural de Ourolândia- Jacobina, mas residente em Sergipe desde o ano 2000, será empossado na ACB – Academia de Cultura da Bahia, nesta sexta-feira, 16 de dezembro de 2011.

Conrado foi indicado pela academica e Presidente do Projeto Alma Brasileira, Sandra Stabile de Queiroz, e foi eleito por unanimidade na recente Sessão Extraordinária da ACB, presidida por Benjamim Batista de Macedo Filho.

Honrado e feliz com título, o academico eleito expressa:

- “Nunca pensei que mesmo residindo fora da Bahia, realizando a maior parte dos meus projetos culturais em Sergipe, poderia voltar ao berço onde nasci, como alguém interessante a compor o Sodalício de uma casa tão respeitada e admirada!...”

Vale destacar que Conrado participou de atividades marcantes na Bahia, como por exemplo:

Expositor na 9º Bienal do Livro, convidado por Valdeck Almeida de Jesus, do Fórum Social Mundial na UNEB – Universidade Estadual da Bahia, com o lançamento da obra “O Aeronauta” e também destaque do sarau oficial. Colabora, desde a fundação, com o Projeto Fala Escritor – Coordenado por Leandro de Assis na Livraria Mega Store Saraiva do Salvador Shopping. Como artista plástico, participou de exposições coletivas no MAC- Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana. Organizou intercâmbios com artistas e escritores baianos e sergipanos. Atualmente representa o Projeto Alma Brasileira em Sergipe.

A cerimônia faz parte da programação da Federação das Academias de Letras e Artes da Bahia (FALA, BAHIA). Entidades presentes: Academia de Cultura da Bahia, Faculdade 2 de Julho, Faculdade Hélio Rocha, Instituto Geraldo Leite e Academia Maçônica de Letras da Bahia.

Homenageados: Marcos Medeiros, Lidivaldo Reaiche R. Brito (Procurador do Estado), Marta Cristiane Oliveira da Silva, Juiz de Direito Ruy Britto (Capital), Juiz de Direito Emílio Salomão Pinto Resedá, Prefeita Fátima Nunes (E. da Cunha), Prefeita Cecília Petrina de Carvalho (Itiúba), Prefeito José das Virgens (Irecê), Deputado Federal José Nunes Soares, Senador Walter Pinheiro (já é membro da ACB e será homenageado), José Antônio Oliveira de Santana (Pres. CDL de E. da Cunha).

Orador Oficial: Josué da Silva Mello (saudação e despedida a todos referendando o ano 2011 quando recebeu o título honorífico de Cidadão Baiano outorgado pela Assembleia Legislativa).

À solenidade de posse terá inicio a partir das 16:00 hs na Capela do Colégio 2 de Julho – R. Leovigildo Filgueiras 81 (Garcia). estacionamento gratuito e com segurança, entrando na esquina em frente ao Colégio Antônio Vieira (R. Cônego Pereira Marinho) e procurar o portão azul que dá entrada ao pátio da F2J.

Para saber mais sobre o escritor e artista plástico, Carlos Conrado, favor acessar os blog´s:

www.artistacarlosconrado.blogspot.com

www.conradoemtextos.blogspot.com


Carlos Conrado é entrevistado por Valdeck Almeida de Jesus

CARLOS CONRADO É ENTREVISTADO

POR VALDECK ALMEIDA DE JESUS

Carlos Conrado, natural de Ourolândia, Jacobina-BA, vive em Aracaju desde o ano 2000. Poeta, escritor, designer gráfico, ator e artista plástico. Atualmente é sócio e co-fundador da AAPLASA - Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju. É autor dos livros solos “Poesia Condenada”, “O Aeronauta entre a Razão e a Loucura” e “A Kombi de Prosa e Poesia” (parceria com Valdeck Almeida de Jesus). É editor da revista Locozines, Revista da Cultura Emergente. Tem textos publicados em diversas antologias, entre elas: Coletânea Eldorado VI; Celeiro de Escritores; Coletânea Impressões. Arcádia Literária Estudantil; Antologia Poética Ano 3. Prêmio Valdeck Almeida de Jesus; Poetas pela Paz e Justiça Social, VI; e Antologias do Projeto Alma Brasileira. Também possui publicações em revistas como: The Moon Ligth of Corea, Corea do Sul e ArtPoesia,. Salvador-BA. É colaborador do Jornal O Capital, Aracaju-SE; Vice Presidente da Casa do Poeta Brasileiro de Aracaju; Membro Imortal da Arcádia Literária, Patrono Dias Gomes; Cônsul do Movimento Poetas Del Mundo em Aracaju; Ex Diretor de Comunicação da ASAP - Associação Sergipana de Artistas Plásticos; Ex Assessor da Academia Sergipana de Letras; Membro do Recanto das Letras e Overmundo.


Gosta de pintar seus próprios sonhos, utiliza-se de técnicas variadas para compor suas obras. Também gosta de esculpir. Foi membro do Núcleo de Cerâmica da Universidade Federal de Sergipe e participante do curso “Linguagem e Ações na Matéria” – ministrado pelo Prof. Dr. Evaristo Navarro – Universidad Politecnica de Valencia – Espanha.


Concedeu entrevista para o Jornal e Rádioweb de Portugal, RAIZONLINE, na qual falou de suas diversas atividades no campo da cultura. Foi capa do Jornal Estalo – editado pelo escritor mineiro Luiz Lyrio. Teve um especial Arte do Povo – TV Sergipe, o qual biografou a sua trajetória artística. Colabora com o Jornal O Liberal – Laranjeiras-SE. Fundou e Preside o Movimento Cultural A Plêiade.


VALDECK: Quando e onde nasceu?

CONRADO: Nasci em Ourolândia – antiga Ouro Branco, distrito

de Jacobina–BA, em 1986.


VALDECK: Já conhece o restante do Brasil? E outros países?

CONRADO: Conheço apenas Sergipe, onde estou residindo; Bahia, onde nasci; Pernambuco, Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. Não conheço outros países ainda.


VALDECK: Como você começou a escrever? Por quê? Quando foi?

CONRADO: Comecei a escrever aos 12 anos, pois fui participar de um concurso de poesias num povado onde eu residia e acabei me saindo vencedor. A partir dali, o meu primo e poeta Thiago Amorim me incentivou a escrever mais, ler mais e cada vez melhor.


VALDECK: Você escreve ficção ou sobre a realidade? Suas obras são mais poesias ou prosa? O que mais você gosta de escrever? Quais os temas?

CONRADO: Escrevo de tudo! Como diz Leminsk: “Eu não discuto com o destino, o que pintar eu assino!”.


VALDECK: Qual o compromisso que você tem com o leitor, ou você não pensa em quem vai ler seus textos quando está escrevendo?

CONRADO: Ser sincero com eles! Fazer com que eles saibam o limite das terras em que a minha loucura habita.


VALDECK: O que mais gosta de escrever?

CONRADO: Poesia.


VALDECK: Como nascem seus textos? De onde vem a inspiração? E você escreve em qualquer hora, em qualquer lugar ou tem um ritual, um ambiente?

CONRADO: Em grande parte do meu lirismo. Minhas pertubações. A qualquer hora, literalmente. Às vezes caminhava com blocos de papel ou cadernos, pois a ideia muitas vezes surgia quando eu estava no trânsito, numa padaria ou até mesmo namorando.


VALDECK: Qual a obra predileta de sua autoria? Você lembra um trecho?

CONRADO: “Eu sou a Loucura mãe da Revolução, quando nasci não interessa, pois não é para isso que vim. Conheço e condeno todas as forças que lutam contra mim. Sou o elo que liga os homens aos outros deuses. Sou a incentivadora de todos os ideais. Sou o retrato da coragem! Ao contrário da Razão-Equilibrio que é uma senhora derrubada e medrosa. Sou poderosa e estou em tudo e em todos. Sei fascinar sem precisar usar esta casca que me reveste. Sou pura, boa e completa. Sou dona da liberdade, sou sua amante...“.


VALDECK: Seus textos são escritos com facilidade ou você demora muito produzindo, reescrevendo?

CONRADO: Alguns brotam como psicografias, outros vou moldando, experimentando, assim como faço com as telas que pinto.


VALDECK: Qual foi a obra que demorou mais tempo a escrever? Por quê?

CONRADO:. Está sendo “O Numismático”, devido às pesquisas sobre a Alemanha, sua história, costumes e cultura.


VALDECK: Concluiu a faculdade? Pretende seguir carreira na literatura?

CONRADO: Pretendo concluir em breve! Quero, sim, seguir carreira na literatura, mesmo que não seja algo tão rentável aqui no Brasil.


VALDECK: Qual o escritor ou artista que mais admira e que tenha servido como fonte de inspiração ou motivação para seu trabalho?

CONRADO: Castro Alves, Bocage, Álvares de Azevedo, Cruz e Sousa, Nietzsche e Erasmo de Rotterdam.


VALDECK: O que você acha imprescindível para um autor escrever bem?

CONRADO: Antes de tudo, ler bastante. Ler os clássicos, seus movimentos e representações é imprescendivel, pois só assim entenderá o que está escrevendo e se está indo no caminho certo. Essas leituras também não podem ser vividas ao pé da letra, pois elas servem somente como alicerce de sua obra e não como os tijolos que a tornam vista.


VALDECK: Você usa o nome verdadeiro nos textos, não gostaria de usar um pseudônimo?

CONRADO: Acho o meu nome bonito e artístico. Sinto-me como um ator mexicano! (risos). Tenho alguns textos produzidos com o pseudônimo de Valentin Lencastre, um personagem meu num projeto de cartas, em parceria com o poeta Thiago Amorim. As cartas, que não são portuguesas e sim francesas e alemãs, foram ambientadas no século XIX. É um projeto interessante que tenho interesse em retomar.


VALDECK: Como foi a tua infância?

CONRADO: Não foi das melhores e isto posso garantir! Há um texto em que Marcelo Laseña fala sobre isto. Visita: http://conradoemtextos.blogspot.com/2010/06/carlos-conrado-uma-pincelada-em-sua.html. Não comento, pois a ferida ainda sangra! Mas estou em paz comigo e com todos.


VALDECK: Você é jovem, gasta mais tempo com diversão ou reserva um tempo para o trabalho artístico?

CONRADO: Sou um jovem diferente! Tenho muitos conhecidos, amigos, me considero uma pessoa carismática, mas o que gosto mesmo é do tempo em que me dedico a produzir. Adoro a solidão como cenário. Já fui chamado de autista, esquisito, louco. Estavam todos certos.


VALDECK: Tem um texto que te deu muito prazer ao ver publicado? Quando foi e onde?

CONRADO: Os textos que mais gosto de verem publicados são aqueles que incomodam e despertam reflexões mútuas. “O fim de uma doutrina”, “Quando matamos Deus” e “Eu sou a Loucura” me renderam gozos inesquecíveis.


VALDECK: Você tem outra atividade, além de escritor?

CONRADO: Diria que minha maior atividade e a qual toma maior parte do meu tempo é a gestão cultural. Sempre estou desenvolvendo projetos. Não consigo ficar parado. As artes gráficas, cênicas e plásticas são outras cartas que guardo na manga.


VALDECK: Você se preocupa em passar alguma mensagem através dos textos que cria? Qual?

CONRADO: Meus textos não só criticam a sociedade e o momento em que vivemos, mas também exploram e buscam entender a condição do homem e sua natureza. Psicose, neurose e a loucura são despidas em minha mente. Gosto da Loucura como objeto central da minha obra. Tenho Erasmo de Rotterdam como o meu padrinho maior.


VALDECK: Qual sua Religião?

CONRADO: Tenho Deus como meu guia, amigo e protetor e isto me basta! Respeito todas as outras, pois já passei por várias. Sou uma espécie diferente de evangélico. O que me custa os comentários de desviado, ateu e por aí vai. Gosto de usar a religião como objeto da minha arte, pois é um universo vasto de segredos dos quais são desvelados a cada dia. Tenho fé no Grande Arquiteto.


VALDECK: Quais seus planos como escritor?

CONRADO: Meu primeiro objetivo é lançar o meu 1º romance, intitulado “O Numismático”, que já está no prelo. Esta obra me rendeu várias noites de insônia e várias pesquisas, pois toda a sua história é ambientada na Alemanha. Para ser mais preciso, nas cidades de Weimar e Eisenach. Trata-se da ganância da humanidade e o preço que o ser humano está disposto a pagar para possuir o que tanto deseja. Também estão inseridos os conflitos da mente humana e uma paixão avassaladora.

Mudando de assunto! Tenho o sonho de construir bibliotecas comunitárias ou pontos de leituras. Tenho ultimamente esboçado este projeto e pretendo um dia executá-lo. O país precisa ler mais, isto é fato.

Estou inserido na diretoria do Fórum Permante do Livro e Leitura de Sergipe e isto tem me rendido muitos outros sonhos.

Nas artes plásticas, pretendo iniciar um circuito de intercâmbio neste ano de 2012. O artista que não mostra a sua arte é um ser morto para a sociedade! Não quero ficar nesta categoria (risos). Meus blogs: www.conradoemtextos.blogspot.com e www.artistacarlosconrado.blogspot.com


(*) Valdeck Almeida de Jesus é escritor, poeta e editor, jornalista formado pela Faculdade da Cidade do Salvador. Autor do livro “Memorial do Inferno: A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, já traduzido para o inglês. Seus trabalhos são divulgados no site www.galinhapulando.com


Fontes:

http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=3378037

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=48082


A Arte de Jerônimo Freitas

A Arte de Jerônimo Freitas

Já foi dito que “Para criar a beleza, o homem teve sempre a mão variados elementos, e serviu-se deles.” Desta forma, o artista Jerônimo Freitas utiliza-se de variados recursos encontrados como despojos da sociedade. A reciclagem desperta em sua mente viajante os mais variados sonhos, concretizando-os todos após modela-los com suas hábeis mãos. Vale destacar que o seu foco permeia-se na utilização da argila, mas que em muitos casos, mistura-a com outras matérias. Apesar de seu trabalho ter possuído uma identidade cedo, sentia-se tímido para mostrar a sua produção. Graças ao incentivo do artista plástico Antônio Cruz e da amiga e artesã Sandra Maia, decidiu divulgar o seu trabalho.

O tema em que mais se apoia é o culto Afro e aos orixás. É membro da Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Cultuais e Sociais – OMOLAIYE.

Apesar de ser sergipano, natural de Carrapicho – atual Santana do São Francisco, fez nome em Salvador e depois o exportou para outras cidades do Brasil. Na capital baiana, o artista desenvolveu adereços e figurinos para a peça de teatro Ópera de Aço, texto de Jorge Amado. Expôs no Instituto Mauá – Pelourinho, em 2009, Participou de coletiva na Costa do Sauípe e outras tantas. Em Sergipe, expôs lado a lado com grandes mestres da arte sergipana, a exemplo: J. Inácio, Álvaro Santos, Cruz, Adauto Machado, Eurico Luiz, Leonardo Alencar, Joubert Moraes, Pythiu e outros tantos. Expôs uma individual no Instituto Luciano Barreto Junior, ministro curso de modelagem em argila na cidade de Siriri, em 2005, e no Museu Afro de Laranjeiras. Possuí obras na Casa de Cultura Nordestina – Santos/SP. Participou com obras no catálogo III Rodada Brasileira de Artesanato, publicação do SEBRAI.

A repercussão do seu trabalho chegou aos Estados Unidos, onde expôs suas esculturas na cidade de Oregon- Portland. Vale destacar também que, o artista Jerônimo Freitas, também se identifica com a pintura em tela. Nelas, o artista não desenha, ele vai direto com o pincel e faz surgir o que sua mente pede. Vencedor de dois salões de arte em Salvador, graças à técnica criada com pão, farinha de trigo e cola, desenvolveu trabalhos ousados, os quais lhe renderam o reconhecimento. Após anos residindo fora de Sergipe, em seu retorno ingressou na AAPLASA – Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju. Através da Associação também participou de grandes mostras como: Centenário J. Inácio no Centro de Cultura e Arte J. Inácio, Aracaju; e VII Mostra Pluriartística Novembro Negro.

Autodidata, Jerônimo é uma pessoa simples e inteligente que, apesar de ser irmão do também artista Beto Pezão, construiu seu nome sozinho, pois a arte já estava no sangue.

Por: Carlos Conrado – Presidente do Movimento Cultural A Plêiade

Projeto de Literatura Alma Brasileira




PROJETO DE LITERATURA ALMA BRASILEIRA
Mais um momento proporcionado para vocês escritores e Poetas ,
II ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA NA BAHIA.DIA 19-11-2011-Faculdade de Medicina da UFBA-Pelourinho das 9 ás 19 hs.

Estaremos no encontro com uma mesa de exposição de livros , autógrafando e realizando inscrição para o II CONCURSO NACIONAL DE POESIA E CONTO MÃOS QUE FALAM.

Autores que participam da exposição e de autógrafo - Lucas Yuri ,Yasmin Manatta Canardeli,Carlos Pronzato,Ivone Alves Sol,Sandra L.Stabile,Cymar Gaivota,Miriam de Sales

AUTORES PARTICIPANTES LIVROS: VIDA EM VERSO-POEMA (Yasmin Manatta - 17 anos, "UM DIA DE ESPERANÇA",ANTOLOGIA MÃOS QUE FALAM,A ARANHA VAIDOSA (Lucas Yuri ) 9 anos,SOLvendoSetidos (Ivone Alves Sol) CHE(Carlos Pronzato e as Antologias de Crônica e 2ª edição daAntologia Amor em Verso e Prosa(Sandra L.Stabile),Primeiro Passo( Diná Fernandes) . Vencedora do 1º Concurso Nacional Mãos que Falam.

É com alegria e muito respeito ,que levamos o seu nome na nossa mesa cultural, no II ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA DA BAHIA, se não fosse por vocês, nossos artistas principais, nossas oficinas nas escolas com distribuição de livros para crianças não seria possível.

O Projeto Alma Brasileira já publicou sete Antologias organizadas por Sandra L.Stabile Queiroz . As Antologias são temáticas, e dia 19-11-2011 estaremos expondo junto com a Diretoria do PABRA.

Em 2009 o projeto lançou duas Antologias em São Paulo na (Casa das Rosas) Casa de Cultura Haroldo de Campos , com o apoio do governo do estado e da Casa das Rosas. Hoje ,dispomos de mais de Dois Mil autores cadastrados no Alma Brasileira, envolvendo autores inscritos no CONCURSO NACIONAL DE POESIA -MÃOS QUE FALAM, e participantes das nossas Antologias.

Apoio cultural:Coletivo Estadual de Cultura do PCdoB,Fundação Mauricio Grabois. Uma iniciativa laudável para divulgação da nossa cultura.

O Projeto Alma Brasileira receberá vocês Poetas de braços aberto na FACULDADE DE MEDICINA DA UFBA.

Na nossa programação será realizado autógrafo com o autor mirim Lucas Yuri,autor do livro de história ( A Aranha vaidosa) e IvoneAlves Sol (SOLVendo Sentidos).

Aproveitamos a oportunidade para convida-los á participar conosco de mais um momento, nossa exposição de livros noENCONTRO ESTADUAL DA BAHIA, com o tema Cultural, Politicas Pública de Cultura. Realização: Colégio Estadual de Cultura do PCdoB-Bahia, (Fundação Mauricio Grabois) dia 19 de Novembro, das 9h ás 19h,na Faculdade de Medicina da UFBA-Pelourinho. Coordenador Geral Javier Alfaya.

Para participar contate nos pelos Email:almabrasileira1999@hotmail.com

MSN:almabrasileira1999@hotmail.com

Tel:71 91783788 - 71 36783082

Sandra L.Stabile

Presidente

Carlos Conrado

Coordenador -Aracaju -SE

Ivone Alves Sol

Assessoria Geral

DOE LIVROS PARA REALIZAÇÃO DAS OFICINAS DE LITERATURA NAS ESCOLAS E DISTRIBUIÇÃO

Projeto Alma Brasileira Portal da Cultura

www.almabrasileirapoema.blogspot.com


Die Gastin - A Convidada


A Convidada
Die Gastin

Ich hat einen Bankett gekochen...

Ich habe den Wahnsinn eingeladen

Ich habe den Mond wie einen Nachtisch offerieren

Und die Sonne wie einen Vorspeise

Sie hat den Mond gegessen

Nachdem Sie nackte bekommen

Sie für den Sterne singen.
................................................

A Convidada

Fiz um banquete e

Convidei a Loucura...

Ofereci a Lua como sobremesa

E o Sol como prato de entrada...

Ela comeu a Lua e

Depois ficou nua

Cantando para as estrelas.


Autor: Carlos Conrado

Tradução para o alemão:

Ana Clara Tupinambá

O chá

Nos ombros da Mãe Loucura
despido de ferramentas ineficazes,
crio o seu castelo fantástico.

Enlaço a idéia ao meu encalço
e convido-a para um chá no espaço.

Tóten do Autismo


Tóten do Autismo

Quando em mim o deserto se fez presente

A calmaria tornou meus sonhos eficazes.

O tempo gemendo por estar doente

Tornou-me piedoso com os ventos

Que bailavam com freios ausentes,

Perturbando com graça meus olhares.

Os sons nenhuma canção compunham,

Apenas enganavam os meus sentimentos

Arrastando-me para fora da realidade.

Fiz de mim um deus de sonhos tementes,

Criei mundos que não podiam ser habitados

Por nenhuma outra criatura

Que não fosse digna do meu chamado.

Convidei com prazer à Surrealidade

E nos tornamos fiéis e intensos amantes

A passear por espaços inacabados.

-Carlos Conrado

O acidente

O cheiro do teu sexo

esbarrou em meu nariz

fazendo uma brusca curva.

Desceu ladeira a baixo

e caiu escancara na rua

Meu Sexo.

O bairro Meu Corpo

alarmou-se.

Morreu o cheiro do teu sexo

na lança erguida e iluminada

que atravessou-lhe com gosto.

-Carlos Conrado


Longe das Meias



Longe das Meias

Você não sabe! Eu sei!

Seus sapatos saem para passear,

Eu vejo, pintam o rosto de sol

E vestem o coro da Lua

Que tenta cantar para a Noite.

Uma mulher nua, bêbada

Encostada na mesa de um bar,

Sopra o discurso de Nero e

Acende o lampião do Inferno de Dante.

Ferozmente uma luz surge,

Dom Quixote está cego!...

Contra Cervantes,

Saramago triunfante.

-Carlos Conrado

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