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Mostrando postagens de Julho, 2010

SENHORA

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Senhora

Cansada da monotonia
De viver no trono estática,
Eu guardiã da verdade,
Resolvi radicalizar meus atos...
Condenei a tolerância,
A pureza e a honestidade.
Absolvi Hitler, Sadam e Bush.
Rebelei-me contra a fraqueza...
Investi na intolerância generalizada,
Matei a esperança para ser chamada
De Justiça Desequilibrada.

Carlos Conrado

O GOZO

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O gozo

A Terra banha-se despida
Sob o olhar de Deus.
O pudor horrorizado grita:

- Isto é um crime contra a decência!

Voluptuosa a Terra atiça
Os desejos secretos de quem a fez.
O olhar, vendo as curvas benditas
Atende ao convite do incesto,
Na pirâmide pubiana atira
O esperma onipotente.

Ergue-se no tempo um riso
Símbolo da satisfação
Deste orgasmo de Deus.

Carlos Conrado

MAIS UM SONHO

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Mais um sonho

Mudei a ordem das estrelas
Enchi de cores os cometas,
Estendi os raios do sol e
Pintei o plenilúnio da lua...
Refiz a criação divina
Com toques conradianos.
Reformulei o homem em
Toda a sua composição.
Dei nova vida a Morfeu
Afim de que o seu dom,
Ressuscitasse a Esperança
Assassinada pelas experiências.
Sendo irmãs do Desgosto
Não são bem vindas em
Meu mundo.
Busquei um novo artista
Com pensamentos futuristas e
Descobri Da Vince em
Matéria feminina.
Nomeei o Galilei
De sentinela do universo,
Desci à antiga Terra
Para colher os frutos
Do tempo de regeneração.
Escolhi o melhor maestro
Para o Concerto de Ozônio,
Embevecido com a melodia
Dos sonhos, custei a acreditar
Que o meu prazer interrompido
Chegasse ao orgasmo.
No auge
Do gozo psical, suspirei e [
Acordei].

Carlos Conrado
in O Aeronauta Entre a Razão e a Locura

O vinho e a Solidão

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O vinho e a solidão
Quando a tristeza me visitaFaço de qualquer quarto um cárcere.Na companhia de uma taça que não me merecePeço que a amante inspiração insista.
Que no papel branco eu comeceA grafar uma dor mista.Na garganta da solidão o vinho desceEnquanto seu corpo tenta... mas não grita.
Um poeta no tédio feneceApós uma luta aos moldes xiita.O crepúsculo chega!... Anoitece
O poeta satisfeito fitaA dança dos versos que agora acontece.Cala-se a tristeza pois ela se irrita.
- Carlos Conrado-

Fragmentos do que sou

Fragmentos do que sou

Em teus braços sou nova criatura,
uma mutação do amor, prazer e vida.
Sou como o riso de Byron em Cintra,
em teus braços também sou a Cicuta!...

Em teus lábios sou gelo derretido
a molhar-te inteira pelo vestido
revelando coisas aos meus olhos fixos.
Sou como a fúria do mar
a soprar-te esta canção pelos ouvidos!...

Em teus olhos vejo labirintos,
sou o guerreiro a desbravá-los todos.
Sou como o Minotauro em seu refúgio
a alimentar os sonhos mais tolos!...

Em tua mente sou poeira que incomoda.
Sou a bactéria que em tua porta bate
a convidar-te ao carnaval desta doença
que é ser humano em toda parte.

Sem rédeas, algemas e flores.
Sem tristeza, dor e sentença.
Somos a experiência que deu certo,
a paixão maluca em um composto,
o totén perfeito para a sua crença.

Carlos Conrado