O EXÍLIO DO EU




Procurei exilar-me de mim
para fugir do meu senhor,
que na fraqueza e cansaço,
triste, não mais me presenteou.
Agora longe do porvir
segrego toda a minha dor...!

Desencantado com o que vi,
brasões d ´alma caídos ao chão,
tento o retorno de mim,
pois nunca foi fácil, amigo,
ser este humano que sou
nesta terra sem coração.

Ouço muitas vozes a cair
como mortalhas de horror,
são daqueles homens que vi
nos tais despojos do amor.

Carlos Conrado
2006






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