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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O EXÍLIO DO EU

O Exílio do Eu


Procurei exilar-me de mim
para fugir do meu senhor,
que na fraqueza e cansaço,
triste, não mais me presenteou.
Agora longe do porvir
segrego toda a minha dor!...

Desencantado com o que vi,
brasões d ´alma caídos ao chão,
tento o retorno de mim...
Pois nunca foi fácil, amigo,
ser este humano que sou
nesta terra sem coração...

Ouço muitas vozes a cair
como mortalhas de horror,
são daqueles homens que vi
nos tais despojos do amor.

Carlos Conrado
2006






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