Errei por eras!... Alimentei a dor.
Plantei a desgraça no mundo,
raiz infame que me degenerou.
Sendo eu a Humanidade,
só me restava clamar...
Lancei meus olhos aos ares,
fiquei rouco de tanto gritar...
Implorei o perdão divino,
eu, que da carne fui assassino,
cantei somente o hino da culpa,
quis embebedar-me com cicuta,
mas Deus mostrava o rosto
estampado nas águas do mar...
Meu coração se fez sincero,
Ele que estava a me observar,
trouxe os seus braços com o vento
e, atendendo ao meu lamento,
com amor pois- se a me abraçar.
Carlos Conrado
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