Os frutos do amanhã

“Os frutos do amanhã”

Ter discípulos não é uma eventualidade, é uma necessidade. O tema da arte muito me instiga a percorrer com ela os caminhos que nos levam a sua suposta identificação. Suposta porque é uma ilusão nossa acreditar na existência de sua definição. Assim como a razão, posso dizer também que a arte é filha do plano abstrato. Ela é uma essência, ela é uma força divina. Os produtos que tanto admiramos são resultados dos seus esforços. Que Nietsche não me ouça pois não quero ser mais um condenado pelo seu martelo. Assegurado de algumas provas, posso, a meu ver, afirmar que todo ser é provido de criatividade. São diversas as técnicas em que esta transparece a sua presença. Alguns homens se destacam por investirem a fundo no aprimoramento deste dom universal. Cada um a seu ritmo na busca pela evolução. Houve ao longo de nossa história homens que, tomados pelo egocentrismo carregaram para os seus túmulos, grandes descobertas e estudos do aprimoramento deste “fazer arte”. Indignado por essa forja, afirmo:

É dever nosso repassar tudo que a natureza nos ensina. O conhecimento é como um veículo em constante velocidade, se frearmos brusco corremos o risco de perdermo-lo para sempre. Devemos estar cientes de que as nossas energias não durarão para a eternidade. Por tanto, a nossa trajetória e o nosso espetáculo só permanecerão vivos, se confiarmos a alguém o direito de conduzir os próximos passos.


Carlos Conrado

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