DESTAQUES

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Poema Espeleológico









Poema Espeleológico

Adentrei o portal das profundezas,
as trevas pousando sobre mim.
Seres hematófagos de ponta cabeça
Despertaram contentes assim...
Na pira bailavam sob as estactites,
o salão que não tinha janelas
revelou-me portas a seguir.
condutos estreitos com seres rastejantes,
imagens marcantes e delirantes,
o êxtase fazendo-me sentir.
Mergulhei em águas cobertas de guano,
No lar da raposa ausente
Batizei-me naquele momento
E ganhei a espeleologia como presente.

-Carlos Conrado12/04/2012

4 comentários:

  1. bom demais, espeleo, quem faz sabe

    ResponderExcluir
  2. bom demais, espeleo, quem faz sabe

    ResponderExcluir
  3. Ler esse poema é adentrar uma caverna escura, ouvir os guinchos dos morcegos errar na escuridão, esbarrar em estalagmites, sentir odores... Mas eis que há luz lá fora!!!

    ResponderExcluir