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quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Velho


O Velho

- Meus filhos, até quando terei que ser misericordioso convosco? Entendam meus queridos que, eu não pedi para que construíssem templos para mim. Eu não obriguei ninguém a me adorar, muito menos a me amar. Dei livre arbítrio a todos, deixei que vossas atitudes e ideologias os guiassem ao caminho que desejaríeis chegar. Não pedi que fizessem nada em meu nome. Eu não dei a ninguém o direito de matar apesar de ter doado a vós o poder, deixei que vos controlassem vossas próprias emoções. Dei a vós o poder de amar, de chorar, de rir e perdoar. Também criei forças antagônicas, reconheço! Das piores que deixei na natureza foi o ego. Ele em todo o seu potencial vos arrastou para as sombras, para o sofrimento. Todo o mal deriva desta força. O ódio, a raiva, a inveja e a vingança. A vingança meus queridos, foi o que vos trouxe aqui. Como vêem, nada, nada é perfeito. (Com um olhar de lamento ele olha para as próprias mãos). Apesar de tudo, de tanta desordem, a reforma já foi iniciada e, àqueles que quiserem habitar a nova terra, terão de ficar livres de toda a sujeira deste, ou seja, livra-se de todo o mal, purificar-se.

- Carlos Conrado in Condores da Perdição.

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