Expurgados da terra mater,
pelo medo, guerra e dor,
navegam sonhos à deriva,
buscando um novo esplendor.
Em Molise, chão bendito,
Larino estende a mão,
não pergunta de onde vens,
só te acolhe como irmão.
Mas há vozes que sussurram,
ódio cego, vil rancor,
erguem muros, negam leito,
esquecidos do Criador.
Pois a casa celeste é uma,
e nela todos são iguais,
Rotary ergue a tocha viva,
ponte erguida entre os mortais.
Semeemos braços abertos,
pois na essência do existir,
todos fomos estrangeiros,
buscando um novo porvir.
*Poema dedicado aos imigrantes refugiados na Itália, em alusão aos festejos do Rotary Club de Larino-Molise, a pedido de Rosanna Lapenna, minha tradutora oficial.
Comentários
Postar um comentário