Os olhos teus que regem a maldita
dissimulando o teu amortecer,
no peito a voz que está sempre inaudita,
distante desse amor hei permanecer…
Com sonhos meus brincou qual uma fita,
trazendo ao mundo todo seu querer,
da honra fez morada de uma ermita,
mas quando o tempo enfim já permitir,
Não guardarei memória desse instante,
como cinzas da chama que se esvai.
E quando o fado trouxer-me adiante,
à farsa que há tempos me atrai,
meu coração de gelo, vacilante,
em seu silêncio eterno então se vai. Carlos Conrado
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