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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O avatar


O avatar

O ser que usava o dorso da vida como estrada
Colhendo e levando enraizadas solidões ao nada,
Deixara sua nave milenar cansada, encostada,
Nas colunas erguidas pela arquiteta Esperança.

O ser que zombas da enigmática Temperança,
Busca a comandante da nau alada,
Trafegando sobre os neons do Planeta Laranja.

Criatura formosa do riso de estrelas,
Cultiva a confiança do viajante,
Operante em missão de beleza,
Netuno reacende a tua pele branca,
O Aeronauta em teu corpo quer morada.

O ser que a solidão sempre vingara,
Colhe hoje o amor por uma alva flor.
Contente, oh ser dona do esplendor,
Acorda! Meu avatar em ti já se abrigara.

-Carlos Conrado
11/12/13


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